Honda Fit EXL 2018 custa cerca de R$ 78 mil e aposta em espaço, economia e segurança
O Honda Fit EXL 2018 segue valorizado entre os usados por reunir dimensões compactas, cabine ampla e uma mecânica conhecida pela durabilidade, embora o preço aproximado de R$ 78 mil coloque o modelo próximo de carros mais novos e obrigue o comprador a analisar com cuidado o histórico da unidade.

O motor 1.5 flex entrega até 116 cv e trabalha com câmbio automático CVT, conjunto que favorece uma condução suave no trânsito, sem trocas bruscas e com respostas suficientes para deslocamentos urbanos, mas sem a aceleração rápida esperada por quem costuma viajar carregado ou fazer ultrapassagens frequentes.
Com gasolina, o Fit registra consumo de 12,3 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada, enquanto o etanol reduz as médias para 8,3 km/l no uso urbano e 9,9 km/l no rodoviário, números que ajudam a controlar as visitas ao posto, especialmente para quem enfrenta congestionamentos todos os dias.
Espaço interno continua sendo o diferencial do Honda Fit
Mesmo sendo compacto por fora, o carro oferece porta-malas de 363 litros e um sistema de bancos que permite levantar ou rebater os assentos em diferentes posições, facilitando o transporte de compras, malas, bicicletas pequenas e objetos altos que normalmente não caberiam em um hatch desse tamanho.



A versão EXL traz bancos de couro, ar-condicionado automático, volante multifuncional, central multimídia com GPS e espelhamento de celular, câmera de ré e faróis de LED, equipamentos que ainda deixam o modelo competitivo diante de alguns carros de entrada vendidos anos depois.
Na segurança, o Fit conta com seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa e freios ABS, conjunto importante para famílias e motoristas que usam o carro em rodovias, onde estabilidade e proteção pesam tanto quanto consumo e espaço.
Câmbio CVT exige histórico de manutenção
O comprador precisa conferir se o fluido do câmbio CVT foi substituído nos períodos corretos e com o produto indicado pela Honda, porque falhas de manutenção podem gerar trepidações, ruídos e reparos caros, principalmente em veículos que já acumularam alta quilometragem.
Também é necessário testar o ar-condicionado, observar o desgaste dos bancos de couro e dirigir em ruas irregulares para identificar barulhos vindos do painel, das portas ou da suspensão, ocorrências relatadas com maior frequência em unidades que passaram anos rodando em pisos ruins.
O Fit não foi desenvolvido para oferecer desempenho esportivo, portanto o motor pode parecer discreto em retomadas e subidas com passageiros e bagagem, enquanto algumas peças de reposição custam mais que componentes de concorrentes populares da mesma época.

A compra depende menos da aparência externa e mais dos comprovantes de manutenção, porque um exemplar bem cuidado preserva a suavidade do câmbio e o funcionamento dos equipamentos, enquanto uma unidade negligenciada pode transformar o preço de R$ 78 mil em uma conta ainda maior após a primeira revisão.
“O Honda Fit não tenta impressionar com força ou desenho agressivo, ele conquista quando uma caixa grande entra na cabine, quando o posto demora a aparecer e quando o trânsito pesado deixa de ser um castigo, desde que o câmbio tenha recebido a manutenção correta.” – Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo


































