Vale a pena comprar o GWM Haval H6 flex? Descubra o que mudou no SUV híbrido que virou referência entre os chineses no Brasil

Publicado por em GWM dia | Atualizado em
Vale a pena comprar o GWM Haval H6 flex? Descubra o que mudou no SUV híbrido que virou referência entre os chineses no Brasil

Poucos veículos conseguiram mudar tão rapidamente a percepção dos consumidores brasileiros sobre carros chineses quanto o Haval H6. Quando desembarcou no país em 2023, o SUV carregava a responsabilidade de apresentar uma marca praticamente desconhecida ao grande público. Três anos depois, tornou-se o principal produto da GWM e agora inaugura uma nova etapa ao se transformar em um híbrido flex produzido no Brasil.

A mudança não está apenas no tanque de combustível. Para adaptar o conhecido motor 1.5 turbo ao etanol, a fabricante revisou componentes importantes, incluindo bombas de combustível, bicos injetores, velas e diversas peças internas expostas ao combustível vegetal. Um sensor dedicado passou a identificar automaticamente qualquer proporção entre gasolina e etanol, ajustando o funcionamento do conjunto em tempo real.

Mais eficiência sem alterar a identidade visual

O Haval H6 tornou-se o primeiro grande SUV híbrido flex produzido pela GWM no Brasil, reforçando a estratégia da marca para ampliar presença no mercado nacional.
O Haval H6 tornou-se o primeiro grande SUV híbrido flex produzido pela GWM no Brasil, reforçando a estratégia da marca para ampliar presença no mercado nacional.

Quem olhar rapidamente para o H6 2027 dificilmente perceberá novidades. O visual permanece praticamente igual ao da atualização recente recebida pelo modelo. As mudanças mais relevantes estão escondidas sob a carroceria.

A GWM aproveitou a adaptação ao etanol para recalibrar transmissão, gerenciamento eletrônico e baterias. O resultado aparece nos números de eficiência e desempenho. Dependendo da configuração, o consumo melhorou entre 4,2% e 14%.

O Haval H6 passou por uma evolução mecânica importante sem abrir mão das características que ajudaram a transformá-lo em um dos híbridos mais vendidos do país.

O que muda em cada versão

  • Haval H6 One: R$ 199.900
  • Haval H6 HEV 2: R$ 225.000
  • Haval H6 PHEV19: R$ 250.000
  • Haval H6 PHEV35: R$ 290.000
  • Haval H6 GT: R$ 326.000

A versão HEV recebeu ganho de potência e passou a entregar 248 cv. Já as configurações PHEV19 mantiveram 326 cv, enquanto PHEV35 e GT continuam oferecendo impressionantes 393 cv.

Para operar com etanol, o motor 1.5 turbo recebeu novos componentes, sensores e calibrações que permitem funcionamento com qualquer mistura de combustível.
Para operar com etanol, o motor 1.5 turbo recebeu novos componentes, sensores e calibrações que permitem funcionamento com qualquer mistura de combustível.

Nas versões mais potentes, a fabricante adotou uma nova transmissão DHT de quatro marchas, derivada do Wey 07. Apesar da redução de torque, o conjunto ficou mais rápido nas acelerações e ganhou autonomia elétrica.

O que impressiona ao volante

Durante os testes realizados em Brasília, o H6 mostrou evolução perceptível em aspectos frequentemente criticados pelos proprietários das primeiras unidades. Os freios ficaram mais previsíveis, a resposta dinâmica melhorou e o equilíbrio entre conforto e desempenho continua sendo um dos pontos fortes do SUV, revelou o Uol.

Produzido em Iracemápolis, o H6 entra em uma nova fase apostando na combinação entre eletrificação, etanol e fabricação nacional para sustentar o crescimento da marca.
Produzido em Iracemápolis, o H6 entra em uma nova fase apostando na combinação entre eletrificação, etanol e fabricação nacional para sustentar o crescimento da marca.

Nem tudo, porém, mudou. Os alertas eletrônicos continuam bastante presentes na cabine. Sistemas de monitoramento do motorista e assistentes de permanência em faixa seguem atuando de forma insistente, exigindo adaptações de quem prefere uma condução menos interferida.

Enquanto novos concorrentes chineses chegam ao mercado brasileiro, o Haval H6 entra em sua fase mais importante desde o lançamento, agora combinando eletrificação, etanol e produção nacional em uma fórmula que a GWM espera manter no topo das vendas.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.

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