Omoda 4 é o SUV chinês que promete potência de sobra, tela gigante e preço capaz de tirar o sono dos compactos nacionais
O Omoda 4 deve chegar ao Brasil em 2026 para brigar no miolo mais disputado do mercado, a faixa dos SUVs compactos onde já estão Fiat Pulse, Renault Kardian, Volkswagen Tera, Honda WR-V e versões mais caras do VW T-Cross.

A marca chinesa ligada ao grupo Chery trabalha com preço estimado entre R$ 120 mil e R$ 140 mil, valor que colocaria o modelo abaixo de boa parte dos compactos completos vendidos hoje no país, justamente no espaço em que o consumidor procura SUV, tela grande, motor moderno e algum grau de eletrificação sem subir para um Corolla Cross híbrido.
SUV chinês chega com promessa de motor híbrido e porte maior que o de rivais diretos
O Omoda 4 foi apresentado globalmente após aparecer no Salão de Pequim e faz parte da ofensiva internacional da marca, que quer crescer em mercados fora da China com modelos de visual forte, cabine digital e versões eletrificadas.

Para o Brasil, as informações ainda apontam caminhos diferentes para a configuração final, há expectativa de um conjunto híbrido com motor turbo e apoio elétrico, enquanto dados internacionais citam versões elétrica, híbrida e a combustão, com potência que pode variar conforme o mercado.
A ficha mais agressiva divulgada para o modelo fala em 204 cv a 224 cv, torque entre 30 kgfm e 31,6 kgfm e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos, números que colocariam o SUV acima de compactos comuns e até de alguns modelos com apelo esportivo.
Visual inspirado no Urus tenta diferenciar o Omoda 4 na rua
O desenho é uma das armas do Omoda 4, com dianteira baixa, vincos fortes, faróis divididos e traseira com lanternas horizontais em LED, uma receita que lembra SUVs esportivos caros e tenta fugir do visual mais previsível de parte dos compactos nacionais.


Por dentro, o SUV segue o caminho dos modelos chineses recentes, com painel digital, central multimídia grande, poucos botões físicos e comandos concentrados na tela, além de versões mais caras com acabamento em couro, freio de estacionamento eletrônico e seletor de modos de condução no console.
Produção em Itatiaia pode definir o preço final no Brasil
Segundo o UOL, a operação brasileira deve passar pela fábrica de Itatiaia, no Rio de Janeiro, hoje ligada à JLR e apontada como peça central para a montagem em regime CKD, com parte do carro vindo desmontada e finalizada no país.

Essa produção local pode ajudar a reduzir custo, melhorar a oferta de peças e dar mais fôlego comercial ao Omoda 4, mas o risco para a marca será convencer o comprador brasileiro de que um SUV chinês novo, de rede ainda em expansão, pode disputar com Fiat, Renault, Volkswagen e Honda no pós-venda.
O lançamento oficial é esperado para o último trimestre de 2026, quando a Omoda deverá confirmar versões, consumo, equipamentos, preço final e qual conjunto híbrido será vendido no Brasil.
“O Omoda 4 parece daqueles SUVs que chegam pisando alto antes mesmo de provar serviço. O visual chama, o pacote híbrido promete e o preço pode incomodar rivais, mas o teste de verdade será o brasileiro na oficina, na revenda e no boleto do seguro.”– Opinião do Autor


































