Por que os carros novos não tem mais os faróis de neblina?
O farol de neblina, aquele pequeno olho no para-choque que muita gente associava a carro mais completo, está desaparecendo dos modelos novos, e o Volkswagen Tera entrou nessa conversa ao chegar sem o equipamento, seguindo Polo, T-Cross, Nivus, Tiguan e Jetta, além de carros recentes de BMW, Mercedes-Benz, Volvo e Audi.
A explicação não está numa conspiração dos desenhistas contra as luzes baixas do para-choque, embora pareça tentador imaginar uma sala cheia de pessoas apagando botões do painel, o motivo é mais simples: os faróis principais ficaram muito melhores.
Os faróis de LED iluminam mais longe, controlam melhor o facho e conseguem jogar luz no ponto certo da pista, sem depender daquela luz auxiliar que ficava perto do chão para ajudar o motorista quando a neblina baixava e a estrada virava um copo de leite.
No Volkswagen Polo, a diferença aparece em números fáceis de entender, o Polo Track com farol convencional alcança 70 metros, as versões com faróis ecoled chegam a 130 metros e o antigo Polo GTS, com faróis de LED matriciais e projetores, alcançava 170 metros.

O farol ecoled, que mistura lâmpadas de LED com refletores, não tem o requinte de um projetor, mas já faz um trabalho bem superior ao dos faróis halógenos, que por muito tempo foram o normal nos carros mais baratos e médios vendidos no Brasil.
A função do farol de neblina nunca foi deixar o carro com cara de rali, embora muitos donos tenham tratado assim, ele servia para iluminar perto da dianteira e ajudar o motorista a enxergar as faixas da via em baixa velocidade, quando a neblina atrapalhava a visão.
Como os faróis baixos atuais já iluminam a frente e também as laterais da faixa de rolagem, até a luz de conversão, chamada de cornering light, perdeu parte do sentido em alguns carros, porque o farol principal passou a fazer esse trabalho sozinho.
Isso não significa que todo carro sem farol de neblina ilumina bem, significa apenas que a peça deixou de ser uma prova visual de capricho, hoje o que importa é a qualidade real do conjunto óptico, o desenho do facho e o alcance da luz.
Segundo a QuatroRodas, o farol de neblina virou uma espécie de toca-fitas da iluminação automotiva, muita gente sente falta, alguns ainda gostam do visual, mas os carros novos estão colocando quase tudo no farol principal, e o para-choque vai ficando mais limpo.
“O farol de neblina era aquele pequeno orgulho no para-choque, quase um broche de versão completa, mas os faróis de LED empurraram essa peça para o passado, não por charme, e sim porque hoje o farol principal faz o trabalho pesado com muito mais alcance.” – Disse Alan Corrêa, jornalista automotivo


































