Volkswagen prepara motores híbridos com foco no Brasil e aposta em avanço contra Toyota

A Volkswagen anunciou a produção no Brasil do motor 1.5 TSI Evo2 flex e dois conjuntos híbridos, HEV e MHEV, que equiparão Nivus e T-Cross a partir de 2027, em resposta ao domínio da Toyota.
Publicado por em Volkswagen dia

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Durante a apresentação do T-Roc 2026 na Europa, a Volkswagen revelou os novos motores híbridos que chegarão ao Brasil em 2027. O anúncio marca uma resposta à hegemonia da Toyota no segmento, trazendo o motor 1.5 TSI Evo2 e dois sistemas híbridos, pleno (HEV) e leve (MHEV), voltados para modelos como Nivus e T-Cross.

Pontos Principais:

  • Volkswagen lança motor 1.5 TSI Evo2 flex no Brasil em 2027.
  • Nivus e T-Cross terão versões híbridas HEV e MHEV.
  • HEV terá até 170 cv e consumo estimado de 15 a 20 km/l.
  • MHEV será opção intermediária, com sistema de 48V.

O motor 1.5 TSI Evo2, produzido desde 2022 no mercado europeu, passará a ser fabricado em São Carlos (SP) já em versão flex. Com turbocompressor, quatro cilindros em linha e injeção direta, opera no ciclo Miller, o que aumenta sua eficiência. O sistema ACTplus desativa dois pistões centrais quando possível, reduzindo consumo sem comprometer desempenho.

Volkswagen T-Roc 2026 foi revelado na Europa e antecipa o futuro Nivus brasileiro. SUV terá motor 1.5 TSI Evo2 flex e sistemas híbridos HEV e MHEV a partir de 2027 no Brasil.
Volkswagen T-Roc 2026 foi revelado na Europa e antecipa o futuro Nivus brasileiro. SUV terá motor 1.5 TSI Evo2 flex e sistemas híbridos HEV e MHEV a partir de 2027 no Brasil.

A Volkswagen investiu R$ 13 bilhões nas fábricas paulistas, preparando a transição para a eletrificação. O novo motor tem módulo de emissões integrado com catalisador e filtro de partículas, pressão de injeção de 350 bar e ajustes que diminuem o atrito interno, garantindo maior eficiência térmica.

O sistema híbrido pleno (HEV) combina o 1.5 Evo2 a um motor elétrico acoplado ao câmbio DSG de sete marchas. Com bateria traseira e cabos de alta tensão, entrega até 170 cv e 31,8 kgfm, superando os atuais 150 cv do 1.4 TSI. Apesar de não ter recarga externa, o conjunto promete consumo entre 15 e 20 km/l, com recarga feita pelo motor a combustão e frenagens regenerativas.

Na prática, a autonomia elétrica é limitada a poucos metros, como nos Toyota, mas o foco está na eficiência. Segundo fontes ligadas ao projeto, a calibração de 150 cv a combustão, somada ao motor elétrico, foi a escolhida para o mercado brasileiro, representando evolução em desempenho e economia.

O sistema híbrido leve (MHEV), por sua vez, oferece solução mais acessível. Com máquina elétrica de 19 cv e 5,8 kgfm, trabalha com o motor 1.5 turbo e bateria auxiliar de 48V. Combinado, entrega até 150 cv e 25,5 kgfm, mas não move o veículo sozinho, atuando como suporte em retomadas e economia de combustível.

Ainda há dúvidas sobre sua aplicação no Brasil, já que não é compatível com o 1.0 TSI usado em Polo e versões de entrada de Nivus e T-Cross. Caso avance, deve equipar versões intermediárias, para enfrentar rivais como Pulse e Fastback híbridos da Stellantis, que usam sistemas de 12V. O Nivus híbrido nacional está previsto para 2027, com produção na Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP).

Fonte: Volkswagen-newsroom e AutoEsporte.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.