Nissan Kicks Play lidera vendas e deixa nova geração do Kicks 2026 com apenas 34% do mercado
A convivência entre duas gerações do mesmo nome, no caso do Nissan Kicks, revela uma estratégia ousada da fabricante: manter no portfólio um modelo antigo — agora renomeado Kicks Play — visando o público que prioriza custo-benefício, enquanto a nova versão inova em tecnologia e apelo premium. Em setembro de 2025, essa estratégia ficou evidente: o modelo original, atualizado, representou 4.147 unidades vendidas, equivalendo a 66 % dos emplacamentos, enquanto a nova geração foi responsável por apenas 2.156 unidades — 34 % do total, que somou 6.319 veículos.
Pontos Principais:
- O Kicks Play (versão antiga) registrou 4.147 vendas em setembro, 66 % do total.
- A nova geração do Kicks obteve 2.156 unidades vendidas, 34 % dos emplacamentos.
- O Play Active e o Play Sense foram as versões mais vendidas da geração antiga.
- A Nissan aposta em redução de custos no modelo antigo e inovação na nova geração.
- Em 2026, um novo SUV de entrada (possivelmente “Kait”) deve substituir o Play.
No ranking por versão, o destaque fica para o Kicks Play Active, com 1.830 unidades vendidas, seguido pelo Play Sense (voltado ao segmento PCD) com 1.624 unidades. Já a nova geração aparece com o Kicks Advance (939 unidades) no topo das vendas entre seus pares. Outras versões da linha 2025 responderam por apenas 16 emplacamentos.

Manter duas gerações simultâneas oferece à Nissan uma vantagem competitiva: permite “desconstruir” o modelo antigo, retirando itens e simplificando processos, transformando-o num produto de entrada sem demandar novo desenvolvimento, enquanto a linha moderna investe em plataforma global, motor turbo, câmbio automatizado e conectividade aprimorada. Esse contraste explica por que muitos compradores optam pelo Kicks Play, mesmo diante de um modelo mais avançado.
A soma dos modelos em relatórios oficiais — tanto no Renavam quanto na Fenabrave — impede distinção pública clara entre gerações, favorecendo números robustos para a marca, mas a consultoria K.Lume revelou o “mix interno”: 66 % para o Play, 34 % para o novo. Os dados confirmam que, no Brasil, estratégia de coexistência não é novidade — já vimos antes com Palio/Uno, Gol de gerações distintas e até o Onix — e funciona como forma de segmentar preços e públicos sem canibalizar o portfólio.
Enquanto isso, a Nissan prepara um novo SUV de entrada previsto para 2026 — possivelmente chamado Kait — aproveitando a plataforma do Kicks Play, mas com estrutura e cabine redesenhadas. O motor deverá ser o familiar 1.6 flex aspirado (113 cv, 15,3 kgfm), com versões CVT ou manual. A marca estuda antecipar spoilers durante o Salão do Automóvel de novembro, mas o lançamento oficial dependerá das estratégias de mercado.
Mesmo com o novo modelo mais caro e tecnológico, é o Kicks Play que segue comandando as vendas — o que revela que, no Brasil de hoje, não basta inovar: é preciso equilibrar ambição tecnológica com preço acessível para conquistar coragem de compra.
Fonte: Mundodoautomovelparapcd e AutoEsporte.


































