BYD Dolphin Mini precisa se preocupar com a chegada do Geely EX2 no Brasil? Novo carro elétrico chega ao Brasil em breve
O mercado chinês de veículos elétricos vive uma revolução silenciosa, mas com números que falam alto. Em agosto de 2025, o Geely EX2, conhecido na China como Xingyuan, não apenas assumiu a liderança entre os hatches elétricos, mas conquistou o posto de carro mais vendido do país, superando rivais elétricos e até modelos tradicionais a combustão. Foram 48.011 unidades emplacadas em um único mês, marca que elevou seu acumulado do ano para quase 300 mil exemplares, um feito inédito que reposiciona a Geely no centro do jogo global.
Pontos Principais:
- Geely EX2 vendeu 48 mil unidades em agosto e liderou o mercado chinês.
- Compacto elétrico superou BYD Dolphin Mini e até modelos a combustão.
- Preço inicial de R$ 52 mil e autonomia de até 440 km atraem consumidores.
- Modelo chega ao Brasil em breve para disputar espaço com Dolphin e Dolphin Mini.
Enquanto a BYD ainda digeria o sucesso do Dolphin Mini, batizado originalmente de Seagull, o EX2 ultrapassava silenciosamente a concorrência. O modelo da Geely ofereceu um pacote que caiu no gosto do consumidor chinês: espaço interno maior, acabamento mais refinado, plataforma moderna e preço inicial agressivo de 69.800 yuans, cerca de R$ 52 mil pela conversão atual. O resultado foi um baque para o rival da BYD, que viu suas vendas caírem 24% em relação a julho e mais de 16% no comparativo anual.

Esse desempenho ajuda a explicar a mudança de cenário no maior mercado automotivo do planeta. Durante meses, o Seagull reinou absoluto como a porta de entrada para os elétricos na China, mas o EX2 expôs os limites dessa hegemonia. O Dolphin, irmão maior do Mini, também perdeu força: foram 21.708 unidades vendidas em agosto, menos da metade do número alcançado pelo Geely. Enquanto isso, o Yuan UP, versão SUV da BYD, cresceu e se tornou o contraponto de maior vitalidade dentro da marca.
O sucesso do EX2 não se explica apenas pelo preço. A plataforma SEA, base de modelos mais sofisticados do grupo, como o Volvo EX30, garante dirigibilidade acima da média, conectividade mais completa e padrões de segurança elevados. Essa engenharia transferida para um carro de entrada foi percebida pelo consumidor como um salto de qualidade. O interior amplo e a central multimídia generosa reforçam a percepção de que se trata de um compacto que oferece atributos de categorias superiores.

Ao mirar consumidores que tradicionalmente optavam por carros a combustão na faixa de 70 a 80 mil yuans, o EX2 rompeu uma barreira cultural importante. Pela primeira vez, muitos compradores decidiram migrar diretamente de um compacto a combustão para um elétrico, sem ver no preço um obstáculo intransponível. Essa virada ajuda a entender por que o carro da Geely foi capaz de liderar não só entre elétricos, mas em todo o mercado chinês.
No Brasil, sua chegada carrega expectativas diferentes das de um elétrico importado comum. O EX2 desembarca validado por quase 300 mil consumidores em seu país de origem e com o status de carro mais vendido da China em 2025. Seu alvo por aqui será claro: disputar espaço diretamente com o BYD Dolphin e o Dolphin Mini, apostando em espaço superior, autonomia de até 440 km no ciclo chinês e um pacote tecnológico competitivo.
Esse movimento pode desencadear efeitos em cadeia no mercado nacional. Ao trazer um modelo que une preço agressivo e qualidade de segmento superior, a Geely pode forçar ajustes de preços nos concorrentes, acelerar a entrada de consumidores de compactos a combustão no universo dos elétricos e pressionar marcas já estabelecidas no Brasil. Não se trata apenas de um lançamento, mas de um divisor de águas que pode redefinir a forma como o público enxerga os carros elétricos de entrada.
Fonte: UOL.


































