Porto Alegre ativa radares de avanço de sinal em pontos com alto índice de acidentes
A Prefeitura de Porto Alegre inicia neste domingo, 1º de março de 2026, a fiscalização com Detectores de Avanço de Sinal em dois cruzamentos considerados críticos da cidade. A medida encerra o período experimental que vinha sendo usado para monitoramento e passa a permitir autuações a motoristas que desrespeitarem o sinal vermelho ou excederem a velocidade no trecho monitorado.
Prefeitura de Porto Alegre ativa detectores e inicia aplicação de multas
Os primeiros pontos com operação efetiva são o cruzamento da avenida Protásio Alves com a rua Vicente da Fontoura e o da avenida Bento Gonçalves com a avenida Princesa Isabel. De acordo com a administração municipal, até junho outros 15 cruzamentos devem receber os equipamentos, definidos com base em estudos técnicos e no histórico de ocorrências graves.
A ação é conduzida pela Secretaria de Mobilidade Urbana e pela Empresa Pública de Transporte e Circulação. Segundo o diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto, os equipamentos têm caráter educativo e também permitem qualificar o monitoramento do trânsito, com produção de dados para orientar políticas públicas.
Dados oficiais apontam avanço do vermelho como principal fator de risco
Informações do Programa Vida no Trânsito indicam que, em 2025, o avanço do sinal vermelho foi o principal fator associado às mortes no trânsito da capital gaúcha. A prefeitura sustenta que o dado reforça a necessidade de fiscalização mais rigorosa em cruzamentos com alto índice de sinistros com vítimas fatais ou feridos graves.
Durante o período de testes, centenas de condutores foram flagrados cometendo infração. Mais de 90 receberam comunicado educativo informando que, a partir de março, o comportamento passaria a ser passível de multa.
Como funcionam os Detectores de Avanço de Sinal
Os equipamentos são integrados ao sistema semafórico e utilizam sensores, câmeras e softwares de processamento de imagens para registrar, de forma automatizada, a passagem do veículo após o início do sinal vermelho ou o tráfego acima do limite de velocidade da via.
A prefeitura afirma que o sistema assegura precisão técnica e respaldo legal às autuações, além de gerar dados para ações de engenharia de tráfego e educação para o trânsito.
Quando há tolerância e quais cuidados são exigidos
O Código de Trânsito Brasileiro prevê que o motorista não será autuado se avançar a linha de retenção para dar passagem a ambulâncias e veículos de emergência em serviço, desde que estejam com alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente.
Há ainda tolerância previamente estabelecida no período noturno, das 23h às 4h59, para transposição do sinal vermelho, desde que o condutor reduza a velocidade, respeite a preferência de quem já está na via, dê prioridade absoluta aos pedestres e mantenha o limite máximo de 30 km/h.
A prefeitura sustenta que a medida tem foco na preservação de vidas e na redução de colisões transversais, frequentemente associadas a lesões graves e mortes.
Próximos cruzamentos previstos para março
- Avenida Oscar Pereira x rua Cel. Aparício Borges
- Avenida Nonoai x rua Dr. Campos Velho
- Avenida Farrapos x rua Santo Antônio
A administração municipal argumenta que a fiscalização eletrônica integra o Plano de Segurança Viária Sustentável da capital e está alinhada ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito. Ao ampliar o controle em pontos com histórico de alta severidade, a prefeitura aposta que o monitoramento constante e a aplicação de multas terão efeito dissuasório, reduzindo comportamentos de risco e a pressão sobre o sistema de saúde e sobre as famílias atingidas por acidentes graves.
Foto: Gustavo Roth/EPTC/PMPA






