Chevrolet Montana de segunda geração usada combina caçamba de 1.100 litros, capacidade para 758 kg e manutenção simples, mas exige atenção à ignição, aos coxins e ao cabeçote

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Chevrolet Montana de segunda geração usada combina caçamba de 1.100 litros, capacidade para 758 kg e manutenção simples, mas exige atenção à ignição, aos coxins e ao cabeçote

A segunda geração da Chevrolet Montana é uma picape compacta produzida entre 2011 e 2021, voltada principalmente ao trabalho. Derivada do Agile e construída sobre a antiga plataforma GM 4200, ela combina cabine simples, caçamba de 1.100 litros e capacidade para transportar até 758 kg.

O desenho robusto abandonou as linhas arredondadas da geração anterior, fabricada entre 2004 e 2010. A prioridade passou a ser a funcionalidade: degrau lateral, protetor de polietileno na caçamba e dimensões adequadas para quem circula na cidade, mas precisa carregar ferramentas, mercadorias ou equipamentos.

Motor 1.4 trabalha no limite

O motor 1.4 EconoFlex faz o necessário quando a picape está vazia, mas perde disposição com carga ou ar-condicionado ligado.
O motor 1.4 EconoFlex faz o necessário quando a picape está vazia, mas perde disposição com carga ou ar-condicionado ligado.

O motor 1.8 deixou de existir e deu lugar ao 1.4 EconoFlex, suficiente quando a picape está vazia, porém mais lento com carga ou ar-condicionado ligado. Em teste com etanol, a Montana Sport acelerou de 0 a 100 km/h em 12,8 segundos e registrou 6,8 km/l na cidade e 10 km/l na estrada.

A versão LS saiu de fábrica com conta-giros, ar-quente, protetor de cárter e ajuste de altura do banco. Direção hidráulica, ar-condicionado, vidros e travas elétricos apareciam como opcionais. A Sport acrescentava piloto automático, sensor crepuscular, Bluetooth, faróis de neblina e acabamento externo diferenciado, embora mantivesse uma cabine marcada por plásticos simples.

ABS e airbags se tornaram obrigatórios na linha 2014. Em 2017, mudanças em pneus, rolamentos, freios e aerodinâmica criaram a configuração Eco. Computador de bordo e saias laterais passaram a equipar todas as versões em 2018, enquanto a capota marítima deixou de ser item de série em 2019. A Sport saiu de linha em 2020.

Defeitos que merecem inspeção

A luz de anomalia piscando e as falhas intermitentes podem indicar defeito na bobina, cotada em cerca de R$ 460 na rede autorizada. Coxins gastos causam trepidação semelhante à de uma embreagem no fim da vida, enquanto uma falha no tratamento térmico das válvulas pode provocar perda repentina de força.

A caçamba de 1.100 litros e a capacidade para 758 kg colocaram a Montana entre as picapes compactas mais úteis de sua época.
A caçamba de 1.100 litros e a capacidade para 758 kg colocaram a Montana entre as picapes compactas mais úteis de sua época.

Também é necessário examinar caçamba, suspensão e embreagem, principalmente em unidades usadas no transporte de peso. Protetor trincado, amortecedores vencidos e embreagem patinando denunciam uso severo.

Dois recalls atingiram a picape. Em 2011, unidades com chassis de CB121364 a CB129575 foram chamadas por risco de soltura do braço esquerdo da suspensão dianteira. Em dezembro de 2012, 7.873 veículos produzidos entre 19 de setembro e 23 de novembro daquele ano passaram por inspeção das mangueiras de combustível.

Preços e peças da Montana usada

Versão e ano Preço
LS 2011 R$ 33.851
Sport 2011 R$ 40.010
LS 2016 R$ 46.468
Sport 2016 R$ 52.663
LS 2021 R$ 61.088

O para-choque dianteiro custa R$ 1.080 original ou R$ 451 paralelo. Cada farol varia de R$ 465 a R$ 869, enquanto o retrovisor vai de R$ 150 a R$ 352. O par de discos de freio custa entre R$ 150 e R$ 357, e o jogo de pastilhas, de R$ 42 a R$ 86.

A segunda geração da Chevrolet Montana foi produzida entre 2011 e 2021, com cabine simples, construção derivada do Agile e proposta voltada ao trabalho.
A segunda geração da Chevrolet Montana foi produzida entre 2011 e 2021, com cabine simples, construção derivada do Agile e proposta voltada ao trabalho.

A Fiat Strada do mesmo período oferece maior variedade de cabines, motores e versões. A Montana responde com carga elevada, reparação simples e boa estabilidade, mas continua sendo uma ferramenta de trabalho cuja compra depende do histórico de uso e da inspeção mecânica.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.

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