Custando menos de R$ 50 mil na Tabela Fipe, Hyundai Tucson tem visual imponente e é um SUV usado que marca presença
SUV usado com motor 2.0, câmbio automático e preço abaixo de R$ 50 mil continua disputado no Brasil, mesmo sendo de um projeto que já ultrapassa uma década de estrada. O Hyundai Tucson de primeira geração preserva um espaço próprio no mercado e mostra como alguns utilitários mantêm força mesmo após anos longe das vitrines das concessionárias.
Pontos Principais:
- Tucson 2.0 automático 2010 a 2013 aparece majoritariamente entre R$ 40 mil e R$ 50 mil.
- Ano 2013 automático se aproxima dos R$ 47,4 mil segundo referências atuais de mercado.
- Oferta elevada, manutenção simples e robustez explicam a liquidez do SUV usado.
- Modelos anunciados abaixo de R$ 33 mil costumam exigir reparos ou têm histórico comprometido.
O modelo virou referência entre compradores que buscam porte médio, interior amplo e mecânica simples. Essas qualidades ajudam a explicar por que tantas unidades 2010 a 2013 aparecem valorizadas, com preços reais muito distantes da ideia de “SUV de R$ 30 mil”. A combinação de oferta elevada, rede de manutenção conhecida e conjunto mecânico robusto manteve o Tucson no radar de quem prioriza custo de uso em vez de modernidade.
Contexto de mercado

O Tucson chegou ao país em meados dos anos 2000, formou dupla com o ix35 e seguiu produzindo volume mesmo após a chegada de gerações mais modernas. A nacionalização em Anápolis ampliou a presença do utilitário e consolidou a imagem de SUV médio com entrega coerente. Hoje, a valorização acontece por fatores que atingem todo o segmento de usados, já que os preços dos zero quilômetro empurraram muitos consumidores para modelos mais antigos.
Entre os rivais diretos da época, como Honda CR-V e Toyota RAV4, o Tucson se destacou pelo custo de reposição mais acessível e pela facilidade mecânica do motor 2.0 16V com câmbio automático de quatro marchas. No mercado atual, isso pesa para quem busca previsibilidade financeira e não faz questão de tecnologia avançada.
Os preços reais do Tucson 2010 a 2013

A faixa de R$ 40 mil a R$ 50 mil se tornou padrão para unidades automáticas em bom estado. A Tabela Fipe confirma essa tendência, com o Tucson 2012 girando entre R$ 41,7 mil e R$ 42,7 mil e o 2013 automático perto de R$ 47,4 mil. Anúncios nacionais reforçam o cenário, revelando que ofertas na casa dos R$ 30 mil geralmente envolvem quilometragem alta, pendências de manutenção ou histórico pouco transparente.
Para quem trabalha com orçamento limitado, entender essa variação evita ilusões. O SUV ainda tem porte competitivo e entrega espaço interno acima de boa parte dos hatches e sedãs atuais, o que mantém sua liquidez e empurra os preços para cima.
Por que permanece valorizado

O longo tempo de linha criou um ecossistema sólido de peças, oficinas e conhecimento técnico. A mecânica simples, embora datada, favorece manutenção previsível. O consumo fica acima dos padrões atuais, especialmente na cidade, mas não afasta quem avalia o conjunto como um todo. A suspensão mais alta e o visual robusto seguem relevantes para um público que busca versatilidade, e a percepção de durabilidade continua sendo um dos maiores trunfos do Tucson.
Como decidir entre pagar mais ou arriscar
Unidades bem cuidadas na faixa de R$ 40 mil a R$ 50 mil tendem a entregar experiência mais tranquila. Câmbio sem trancos, motor sem vazamentos e histórico de revisões confirmam metade do negócio. Já ofertas de R$ 30 mil quase sempre exigem análise minuciosa, porque podem ocultar custos de reparo que superam qualquer economia inicial.
Avaliação eletrônica, checagem documental e inspeção estrutural são etapas essenciais. A comparação com rivais usados da mesma faixa evidencia que o Tucson ainda oferece boa relação entre espaço, robustez e previsibilidade mecânica.
O que fica depois de olhar tudo de perto

O Tucson 2.0 automático se sustenta pela combinação de simplicidade mecânica, porte de SUV médio e ampla oferta de unidades. Mesmo envelhecido, segue atendendo quem busca carroceria robusta por menos de R$ 50 mil. Para quem considera assumir riscos, o preço baixo pode parecer tentador, mas só se justifica depois de uma avaliação completa que elimine surpresas caras. Quem escolhe pagar a média do mercado quase sempre leva um utilitário mais coerente e com vida útil prolongada.


































