“Eu saí de carros menores porque queria dirigir mais alta, sem perder conforto no uso da cidade. O HR-V me deu essa sensação de segurança, mas a gente precisa olhar bem suspensão, infiltração e histórico de manutenção antes de fechar negócio.”– Mariana Lopes, Campinas (SP)
O Honda HR-V 2017 continua entre os usados mais procurados do mercado brasileiro, a versão EX aparece cotada a R$ 87.235 (Código Fipe: 014087-2) e ainda carrega o peso da marca Honda, que costuma ajudar na revenda e na liquidez do modelo.
Lançado no Brasil em 2015, o HR-V virou um dos SUVs compactos mais desejados daquela fase, juntou carroceria alta, espaço interno bom e fama de baixa dor de cabeça, combinação que ainda pesa na decisão de quem procura um usado nessa faixa de preço.
Na versão HR-V EX 2026 / 2017, o SUV usa motor 1.8 flex aspirado, com até 140 cv, ligado ao câmbio automático CVT com sete marchas simuladas, conjunto simples de entender, silencioso no uso urbano e suficiente para a proposta familiar do carro.
O desempenho não é esportivo, o 0 a 100 km/h leva 11,2 segundos com etanol, mas o HR-V compensa com direção elétrica, posição de dirigir alta e porta-malas de 437 litros, medida que ajuda em viagens curtas, mercado cheio e rotina com família.
O consumo é de 10,5 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada com gasolina, com etanol os números caem para 7,1 km/l e 8,5 km/l, respectivamente, dentro do padrão de um SUV compacto flex aspirado daquele período.
Na manutenção, a principal atenção fica no combustível e no câmbio, há relatos de danos em bicos injetores quando o etanol é de baixa qualidade, especialmente perto dos 80 mil a 90 mil quilômetros, e a troca do óleo do CVT precisa seguir prazo correto.
A recomendação citada por mecânico é trocar o óleo do câmbio a cada 40 mil quilômetros em uso mais urbano, ou 70 mil quilômetros quando o carro roda mais em estrada, cuidado que pesa no bolso, mas ajuda a preservar uma das peças mais caras do conjunto.
Entre as queixas de donos, aparecem infiltração na cabine, barulhos na suspensão e tampa traseira considerada pesada, problemas que não aparecem como regra geral, mas precisam entrar na vistoria antes da compra.
| Motor | 1.8 flex, quatro cilindros em linha, 16V, comando variável VTEC |
| Potência | 140 cv a 6.500 rpm com gasolina e 139 cv a 6.300 rpm com etanol |
| Torque | 17,3 kgfm a 4.800 rpm com gasolina e 17,4 kgfm a 5.000 rpm com etanol |
| Câmbio | Automático CVT, com sete marchas simuladas |
| Tração | Dianteira |
| Direção | Elétrica |
| Suspensão dianteira | MacPherson |
| Suspensão traseira | Eixo de torção |
| Freios | Disco ventilado na dianteira e disco sólido na traseira |
| Comprimento | 4,294 m |
| Largura | 1,772 m |
| Altura | 1,586 m |
| Entre-eixos | 2,610 m |
| Porta-malas | 437 litros |
| Tanque | 51 litros |
| Peso | 1.270 kg |
| Pneus | 215/55 R17 |
| 0 a 100 km/h | 11,2 segundos com etanol |
| Velocidade máxima | 175 km/h com etanol |
| Consumo na cidade | 10,5 km/l com gasolina e 7,1 km/l com etanol |
| Consumo na estrada | 12,1 km/l com gasolina e 8,5 km/l com etanol |
Segundo o Motorshow, na mesma faixa de usados, o comprador encontra Nissan Sentra SL 2018 por R$ 81.027, Jeep Renegade Longitude AT 2018 por R$ 71.655 e Volvo V40 T-4 Momentum 2017 por R$ 74.586, mas cada um cobra seu preço em proposta, manutenção e revenda.