BYD vai fazer carro com motor híbrido plug-in flex a gasolina e etanol no Brasil

A BYD confirmou o desenvolvimento de um híbrido plug-in flex no Brasil, capaz de usar gasolina e etanol, com tecnologia criada localmente e produção prevista na fábrica da Bahia.
Publicado por em BYD e Negócios dia
BYD vai fazer carro com motor híbrido plug-in flex a gasolina e etanol no Brasil

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Pontos Principais:

  • BYD confirmou oficialmente um motor híbrido plug-in flex que funciona com gasolina e etanol.
  • A tecnologia foi desenvolvida especificamente para o mercado brasileiro, com equipes locais envolvidas.
  • O sistema permite rodar com qualquer mistura de gasolina e etanol, sem mudar hábitos do motorista.
  • A fábrica da BYD na Bahia está no centro do plano de produção e expansão dessa tecnologia.
A BYD decidiu parar de adaptar carro estrangeiro e fez o caminho inverso: criou um híbrido plug-in flex pensado para gasolina e etanol, do jeito que o Brasil usa.
A BYD decidiu parar de adaptar carro estrangeiro e fez o caminho inverso: criou um híbrido plug-in flex pensado para gasolina e etanol, do jeito que o Brasil usa.

A BYD confirmou no Brasil o desenvolvimento de um motor híbrido plug-in flex, capaz de funcionar com gasolina e etanol, e deixou claro que a tecnologia não é promessa distante, ela existe e foi pensada para rodar aqui.

A montadora chinesa decidiu adaptar sua eletrificação à realidade brasileira, onde o etanol faz parte do dia a dia e influencia diretamente a escolha do carro. Em vez de insistir em um modelo importado de outros mercados, a BYD optou por desenvolver um sistema híbrido plug-in que aceita qualquer proporção de gasolina e álcool, mantendo funcionamento estável e previsível, sem exigir mudança de hábito do motorista.

O projeto nasceu a partir de visitas técnicas ao país e ganhou forma com um trabalho conjunto entre equipes do Brasil e da China. Mais de 100 engenheiros participaram do desenvolvimento, que levou cerca de dois anos desde a ideia inicial até um veículo funcional. A leitura foi simples: eletrificar no Brasil sem considerar o etanol seria ignorar o que o consumidor realmente usa.

O conjunto junta motor elétrico e motor flex trabalhando juntos, com gerenciamento automático. O motorista só dirige, o carro decide como usar energia e combustível.
O conjunto junta motor elétrico e motor flex trabalhando juntos, com gerenciamento automático. O motorista só dirige, o carro decide como usar energia e combustível.

Na prática, o sistema combina motor elétrico com um motor a combustão preparado para lidar com as diferenças químicas entre gasolina e etanol. Isso permite que o carro opere normalmente em qualquer mistura escolhida no abastecimento, sem o receio de desempenho irregular ou limitações de uso, um ponto sensível para quem roda muito e depende do carro no cotidiano.

A tecnologia também ajuda a explicar o peso do investimento industrial da BYD no país. A fábrica instalada na Bahia foi planejada para ir além da montagem, servindo como base para a produção em escala dessa nova geração de híbridos. A capacidade inicial anunciada é de 150 mil veículos por ano, com expansão prevista para 300 mil e, mais adiante, até 600 mil unidades, colocando o Brasil como peça estratégica fora da China.

O movimento chega em um momento em que os híbridos plug-in ganham espaço no mercado nacional. Em 2025, eles já representaram cerca de 35% dos veículos eletrificados vendidos no país. Para a BYD, oferecer um híbrido plug-in que conversa com o etanol não é apenas inovação, é uma forma direta de disputar volume e relevância.

Como funciona um motor híbrido plug-in flex

  • O carro combina um motor elétrico com bateria recarregável e um motor a combustão flex, que aceita gasolina, etanol ou qualquer mistura dos dois.
  • No uso diário, o sistema prioriza o motor elétrico, especialmente em trajetos urbanos curtos, usando energia armazenada na bateria.
  • Quando a bateria se esgota ou há maior demanda de potência, o motor flex entra em ação automaticamente.
  • Sensores identificam a proporção de gasolina e etanol no tanque e ajustam injeção e ignição para manter combustão estável.
  • O motorista não escolhe o modo, o sistema gerencia sozinho a transição entre elétrico, combustão ou os dois juntos.
Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.