A Chevrolet Spin 1.8 Premier 2027 segue como o carro mais antigo da Chevrolet em produção no Brasil, vendida desde 2012 e ainda sem troca de geração, mas continua em evidência porque atende uma demanda direta do mercado, levar até sete pessoas sem entrar na faixa de SUVs maiores e mais caros.
A versão Premier tem preço de R$ 165.590, valor próximo ao do Tracker LTZ Turbo, de R$ 162.890, e acima do Spark EUV, de R$ 159.990, mas esses dois modelos não oferecem a mesma configuração de cabine, nem a possibilidade de usar três fileiras de bancos.
Mesmo com 14 anos de mercado, a Spin emplacou 8.022 unidades de janeiro a maio de 2026, enquanto o Citroën Aircross, seu concorrente direto com sete lugares em versões de topo, registrou 277 unidades no mesmo período.
O Aircross XTR 7L custa R$ 156.490, tem projeto mais novo e motor 1.0 turbo compartilhado com modelos da Fiat e da Peugeot, mas a Spin segue com presença maior nas ruas e forte participação em vendas diretas, que chegaram a 80,97% dos emplacamentos de maio.
A Chevrolet mexeu bastante na Spin nos facelifts de 2018 e 2024, com dianteira redesenhada, traseira alterada, capô mais alto, arcos plásticos nas caixas de roda, faróis divididos e lanternas verticais com tampa do porta-malas reformulada.
Por dentro, a minivan passou a usar painel digital de 8 polegadas e central multimídia de 11 polegadas, em conjunto parecido com o da linha nacional da Chevrolet, mas a cabine ainda tem muito plástico duro e comandos em posições pouco práticas.
Com 4,42 metros de comprimento, 1,76 metro de largura, 1,69 metro de altura e 2,62 metros de entre-eixos, a Spin tem porte próximo ao de SUVs compactos, mas aproveita melhor a carroceria alta e acomoda três adultos na segunda fileira.
A terceira fileira atende famílias maiores, transporte por aplicativo, frotas e uso de trabalho, porém o acesso exige esforço e o porta-malas cai de 553 litros, com cinco lugares, para 162 litros, volume menor que o de um Fiat Mobi.
O motor 1.8 aspirado entrega 111 cv com etanol e 106 cv com gasolina, trabalha com câmbio automático de seis marchas e conversor de torque, e segue conhecido por oficinas, frotistas, taxistas e compradores que priorizam manutenção simples.
Esse conjunto não tem o fôlego de motores turbo mais novos, mas fica fora das discussões sobre correia banhada a óleo usadas em Onix, Tracker e Montana, o que ajuda a explicar sua força em licitações, vendas diretas e uso pesado no dia a dia.
Segundo o UOL, a Spin segue vendendo porque carrega sete pessoas, usa mecânica simples, tem rede Chevrolet ampla e oferece 553 litros de porta-malas com cinco bancos em uso, mas quem abre a terceira fileira precisa aceitar acesso apertado e apenas 162 litros para bagagem.
“A Chevrolet Spin é velha no documento e honesta no uso, não tenta parecer esportiva, luxuosa ou futurista; existe para carregar gente, mala, criança, sogra, cachorro e boleto, mas cobra a conta quando todos os sete bancos estão ocupados e o porta-malas encolhe sem dó.” – Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo