Fiat Argo 2027 será o herdeiro legítimo do Fiat Uno no lugar do Grande Panda

Fiat confirma que o Grande Panda nacional se chamará Argo, será feito em Betim em 2026, terá nova plataforma, visual mais robusto, motor 1.0 e versões híbridas leves.
Publicado por em Fiat dia | Atualizado em

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Pontos Principais:

  • Fiat confirma que o hatch brasileiro derivado do Grande Panda manterá o nome Argo e estreia em 2026.
  • Produção será em Betim, com nova plataforma Smart Car e investimento bilionário da Stellantis.
  • Modelo terá visual mais alto, inspiração em SUV e disputará Polo, HB20 e Onix no mercado.
  • Haverá versões 1.0 aspiradas e opções com sistema híbrido leve já usado em Pulse e Fastback.
Fiat confirma Argo como nome do hatch do Grande Panda, produzido em Betim em 2026, com nova plataforma, visual de SUV e versões híbridas leves.
Fiat confirma Argo como nome do hatch do Grande Panda, produzido em Betim em 2026, com nova plataforma, visual de SUV e versões híbridas leves.

A Fiat confirmou que o hatch derivado do Grande Panda será lançado no Brasil em 2026 com o nome Argo, marcando o início de uma nova família nacional e a maior ofensiva da marca em décadas.

A decisão, revelada por Olivier François, CEO global da Fiat, encerra meses de especulação e tem peso estratégico: o Argo deixa de ser apenas um carro para virar símbolo dos 50 anos da Fiat no Brasil e peça-chave na renovação da linha compacta da Stellantis. A produção começa em Betim (MG), dentro de um pacote de investimentos de R$ 14 bilhões, com foco em volume, exportação e tecnologia híbrida.

Visualmente, o novo Argo abandona o desenho neutro do hatch atual e adota a identidade do Grande Panda europeu, com postura mais alta, frente vertical e traços que flertam com o universo dos SUVs. Não será um utilitário, mas também não será mais o hatch baixo e discreto que o brasileiro conhece. A missão é clara: continuar brigando com Volkswagen Polo, Hyundai HB20 e Chevrolet Onix, agora com apelo emocional e sensação de carro maior.

Na base, entra a plataforma Smart Car, evolução da arquitetura que hoje sustenta Citroën C3, Aircross, Basalt e o Peugeot 208 argentino. Ela permite produção local, custo controlado e eletrificação leve, o que explica a escolha da Fiat por manter o nome Argo e sua força comercial na América do Sul, África e Oriente Médio.

Sob o capô, o novo hatch terá duas personalidades. As versões de entrada usam o conhecido 1.0 Firefly, enquanto as configurações mais caras recebem o conjunto híbrido leve de 12 volts já visto em Pulse e Fastback. Não é promessa de economia abstrata, é a busca por suavidade no trânsito urbano e resposta mais cheia nas retomadas, algo que o motorista sente no dia a dia.

Configuração Motor Potência Sistema
Entrada 1.0 Firefly 75 cv Gasolina
Intermediária e topo 1.0 T200 130 cv Híbrido leve 12V

A estratégia da Fiat é repetir uma fórmula que já deu certo no passado: conviver com duas gerações do mesmo modelo. Assim como aconteceu com Uno e Palio, o Argo atual não sai de cena de imediato, mas deve migrar para versões mais simples, focadas em vendas diretas e frotas, enquanto o novo assume o papel de vitrine tecnológica.

No interior, a marca promete acabamento mais simples que o do Panda europeu, mas adaptado ao gosto brasileiro, com foco em robustez e custo de manutenção, não em sofisticação cenográfica. A ideia é que o carro aguente uso intenso, trânsito pesado e estradas ruins sem virar dor de cabeça no segundo dono.

O novo Argo é apenas o primeiro passo. A mesma base dará origem a um SUV de sete lugares em 2027, ao Fastback de segunda geração em 2028 e à Strada de terceira geração em 2029, todos com eletrificação leve e produção em Betim.

  • 2026 – Lançamento do novo Argo
  • 2027 – SUV compacto de 7 lugares (projeto F2U)
  • 2028 – Nova geração do Fastback
  • 2029 – Nova Strada híbrida leve

Mais do que um novo carro, o Argo 2026 é a tentativa da Fiat de reconquistar protagonismo no segmento mais disputado do país. Não é só uma troca de nome ou de plataforma. É a marca apostando que tradição, produção local e eletrificação acessível ainda vendem muito no Brasil.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.