O Geely EX2 conquistou o título de carro elétrico de melhor custo-benefício do Brasil em 2026 ao reunir algo que ainda falta a muitos modelos movidos a bateria: preço competitivo na loja e contas menos assustadoras depois que a novidade passa. Vendido entre R$ 123.800 e R$ 136.800, o hatch superou 26 concorrentes na avaliação do Prêmio Qual Comprar.
A escolha considera não apenas o valor anunciado na concessionária, mas também revisões, cesta de peças, garantia, desvalorização, equipamentos e adequação ao mercado brasileiro. É nesse conjunto que o modelo chinês abre vantagem sobre adversários mais conhecidos, inclusive os elétricos da BYD que ajudaram a popularizar o segmento no país.
A versão indicada é a Pro. Seu plano de manutenção custa R$ 3.264, enquanto a cesta de componentes soma R$ 11.266, uma das menores da categoria. A desvalorização aferida foi de apenas 0,1%, índice que muda a conversa para quem ainda teme perder muito dinheiro ao revender um elétrico.
O seguro, porém, exige atenção. A cotação apresentada para o perfil masculino foi de R$ 3.715, mas chegou a R$ 7.245 para o feminino. Essa diferença é o principal ponto fora da curva em uma conta que, nos demais itens, favorece o Geely.
O EX2 se posiciona abaixo do BYD Dolphin em preço e oferece mais espaço que o Dolphin Mini. O porta-malas comporta 375 litros, capacidade superior à encontrada em vários compactos elétricos, e a cabine aproveita bem as dimensões do hatch.
O motor elétrico instalado no eixo traseiro entrega 116 cv. A aceleração de zero a 100 km/h ocorre em 10,2 segundos, desempenho suficiente para a proposta urbana, mas sem a resposta mais forte oferecida por alguns concorrentes. A autonomia declarada é de 289 km.
Desde a configuração de entrada, o carro traz seis airbags, câmera de ré, freios a disco nas quatro rodas, ar-condicionado digital, chave presencial e central multimídia de 14,6 polegadas. A versão Max acrescenta assistentes de condução, climatização acionada remotamente e regulagem elétrica para o banco do motorista.
Lançado no Brasil em 2025, o EX2 ganhou espaço rapidamente e chegou a maio de 2026 como o terceiro elétrico mais vendido do país. A ascensão coloca a Geely, parceira da Renault, como uma adversária direta da BYD justamente na faixa mais sensível do mercado: a de quem quer entrar no mundo dos elétricos sem aceitar manutenção cara, perda elevada de valor ou cabine apertada.
A disputa deve ficar mais intensa conforme as marcas chinesas ampliam suas redes e o consumidor passa a comparar não apenas potência e autonomia, mas o valor total necessário para manter o carro na garagem.