Geely EX2 Pro 2026: tração traseira e câmbio de 1 marcha focados em suavidade

Publicado por em Geely dia | Página 4/11
Publicidade

A transmissão do Geely EX2 Pro 2026 segue a lógica mais pura de um carro elétrico: simplicidade mecânica e foco absoluto em conforto de condução. Não há múltiplas marchas, não há trocas perceptíveis e não existe qualquer interrupção de força durante acelerações. O sistema utiliza um câmbio automático de uma única marcha, acoplado ao motor elétrico traseiro, com tração traseira.

Na prática, isso significa que todo o torque de 15,3 kgfm está disponível de forma contínua, desde a saída até a velocidade máxima de 130 km/h. Não existe o efeito de “kickdown”, nem variação de rotação típica de um CVT, nem as trocas de um automático convencional. A resposta é direta, linear e previsível, algo que se traduz em condução extremamente suave no trânsito urbano.

A tração traseira, pouco comum em elétricos compactos, traz dois efeitos claros. O primeiro é a sensação de empurrar o carro, e não puxar, o que deixa as arrancadas mais progressivas e estáveis, mesmo em pisos molhados. O segundo é a redução de interferência no volante em acelerações mais fortes, mantendo a direção limpa e precisa, especialmente em saídas de semáforo e curvas de baixa velocidade.

Em uso diário, o comportamento da transmissão é praticamente imperceptível. Basta selecionar a posição de condução e dosar o acelerador. Não há trancos, não há ruído de engrenagens e não há variação de giro. A regeneração de energia atua de forma integrada, ajudando a desacelerar o carro ao aliviar o acelerador, reduzindo o uso do freio e aumentando a eficiência energética no anda-e-para.

O sistema também contribui para o conforto em manobras. Em garagens, rampas e vagas apertadas, o controle fino de velocidade é facilitado pela entrega contínua de torque, sem “pulos” ou engates bruscos. O conjunto de direção elétrica e tração traseira favorece um raio de giro contido, de 9,9 m, o que ajuda no uso urbano intenso.

Em estrada, a lógica se mantém. A aceleração é progressiva e constante até a velocidade de cruzeiro, sem ruídos mecânicos ou mudanças de regime. A ausência de múltiplas marchas elimina qualquer sensação de esforço do conjunto, mas também deixa claro que o foco não é desempenho em alta velocidade, e sim eficiência e silêncio.

Do ponto de vista de manutenção, a transmissão de uma marcha reduz drasticamente a complexidade. Não há embreagem, conversor de torque, sincronizadores ou conjuntos planetários. Isso tende a se refletir em menor desgaste, menos intervenções e maior confiabilidade a longo prazo, algo importante para quem pretende usar o carro intensamente na cidade.

Siga o Carro.blog.br no Google e receba notícias automotivas exclusivas!

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.