Jeep Avenger 2026 usa base do C3 e Aircross e surpreende no espaço do porta-malas

Publicado por em Jeep dia | Página 5/6
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O Jeep Avenger será construído sobre a plataforma CMP, a mesma arquitetura usada por Citroën C3 e Citroën Aircross, e chegará ao Brasil com um porta-malas em torno de 380 litros.
Essa combinação ajuda a explicar por que o novo SUV compacto da Jeep nasce com foco claro no uso urbano e na rotina de quem precisa de espaço de verdade no dia a dia.

A CMP é uma base já conhecida no mercado brasileiro. É a estrutura que permitiu à Citroën criar carros leves, com bom aproveitamento interno e custos mais controlados. Ao adotar essa plataforma, a Jeep segue um caminho pragmático, usando uma solução moderna, flexível e já adaptada às condições de rodagem do país.

Na prática, isso significa um carro com dimensões contidas por fora, mas com cabine e bagageiro bem resolvidos por dentro. O Avenger não quer parecer grande, mas precisa funcionar como um SUV de família pequena, capaz de levar compras da semana, malas de viagem e carrinho de bebê sem sofrimento.

O número que mais chama atenção é o do porta-malas, cerca de 380 litros. É uma capacidade superior à do Renegade e mais alinhada ao que o consumidor urbano espera hoje de um utilitário compacto. Não é apenas um espaço para mochilas, é um volume que permite viajar com conforto e encarar a rotina sem malabarismo.

Esse ganho de espaço reforça a proposta do Avenger como carro de uso diário, não como um jipe de lazer. Ele nasce para rodar em asfalto, enfrentar trânsito pesado, vagas apertadas e, ao mesmo tempo, resolver a vida de quem precisa de versatilidade.

A plataforma CMP também favorece conforto e comportamento em cidade. Suspensão mais voltada para absorver irregularidades, direção leve e bom isolamento fazem parte do pacote que se espera de um projeto com essa base, já testada em ruas esburacadas e pisos irregulares.

Do ponto de vista estratégico, usar a mesma arquitetura de C3 e Aircross permite à Jeep ganhar escala e reduzir custos de produção, algo fundamental para manter o Avenger em uma faixa de preço mais acessível. Isso explica por que ele consegue combinar nome forte, visual robusto e tecnologia com uma estrutura industrial racional.

O resultado é um SUV que, apesar do porte compacto, promete ser prático de verdade. Não é só aparência de utilitário, é funcionalidade concreta no porta-malas, no espaço interno e na facilidade de convivência.

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Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.