Mercedes EQS com bateria sólida percorre 1.205 km e redefine autonomia dos elétricos

Protótipo do Mercedes EQS com bateria de estado sólido percorre 1.205 km entre Alemanha e Suécia, com 137 km restantes, reforçando avanço tecnológico e desafio aos concorrentes.
Publicado por em Mercedes dia

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Um protótipo do Mercedes-Benz EQS chamou a atenção ao percorrer 1.205 quilômetros sem necessidade de recarga, estabelecendo um marco para os veículos elétricos. O sedã, equipado com bateria de estado sólido, manteve ainda 137 quilômetros de autonomia residual ao final do trajeto, evidenciando o salto tecnológico em relação às atuais baterias de íon-lítio.

Pontos Principais:

  • Mercedes EQS protótipo percorreu 1.205 km com bateria de estado sólido.
  • Viagem entre Stuttgart e Malmö testou eficiência em rodovias europeias.
  • Bateria desenvolvida com Factorial Energy oferece até 50% mais densidade.
  • Produção em série é prevista pela Mercedes até o final da década.

A viagem ocorreu entre Stuttgart, na Alemanha, e Malmö, na Suécia, percorrendo as rodovias A7 e E20. O itinerário foi cuidadosamente planejado pelo sistema de navegação Electric Intelligence, que levou em consideração topografia, temperatura ambiente, fluxo de tráfego e consumo do ar-condicionado. O resultado foi uma demonstração prática da viabilidade das baterias sólidas em cenários reais de longa distância.

O Mercedes EQS surpreendeu ao rodar 1.205 km sem recarga, mantendo ainda 137 km de reserva, marcando um novo patamar para a autonomia de carros elétricos.
O Mercedes EQS surpreendeu ao rodar 1.205 km sem recarga, mantendo ainda 137 km de reserva, marcando um novo patamar para a autonomia de carros elétricos.

O desenvolvimento da bateria foi realizado em parceria com o High Performance Powertrains, centro tecnológico da Mercedes ligado à Fórmula 1. As células utilizadas são da americana Factorial Energy e baseadas na tecnologia FEST, que combina lítio-metálico com eletrólito quase sólido. O objetivo é garantir maior densidade energética, redução de peso e níveis superiores de segurança.

Na comparação com as baterias convencionais NMC, a novidade pode oferecer até 50% mais densidade energética. Enquanto a versão padrão do EQS armazena 118 kWh líquidos, a configuração sólida chega a cerca de 148 kWh, sem aumentar dimensões ou comprometer o espaço interno do veículo. Essa evolução amplia a autonomia sem a necessidade de recorrer a baterias maiores e mais pesadas.

O desempenho obtido indica que a tecnologia pode transformar a experiência de dirigir um carro elétrico, tornando a recarga menos frequente e mais conveniente. Ainda que a Mercedes não tenha divulgado dados sobre tempo de carregamento, a expectativa é que os avanços na velocidade de recarga acompanhem a evolução da capacidade de armazenamento.

Segundo Markus Schäfer, diretor de desenvolvimento da marca, a meta é trazer soluções como essa à produção em série até o fim da década. A estratégia da Mercedes é introduzir a tecnologia primeiro em modelos de maior valor agregado, para depois expandi-la a versões mais acessíveis, como ocorre historicamente em inovações do setor automotivo.

Embora o caminho até a comercialização em larga escala ainda dependa de testes adicionais e validação de segurança, o protótipo reforça a posição da Mercedes-Benz na disputa pela liderança da mobilidade elétrica. Com autonomia estendida e ganho em eficiência, a marca alemã sinaliza que os próximos anos poderão redefinir a competitividade entre elétricos no mercado global.

Fonte: Garagem360 e UOL.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.