Volkswagen T-Cross tem nota rebaixada e perde duas estrelas em novo teste de segurança europeu Euro NCAP

O Volkswagen T-Cross foi rebaixado para três estrelas no Euro NCAP após mudanças no protocolo europeu de segurança. O SUV teve desempenho abaixo da média em proteção a pedestres e sistemas de assistência, ficando atrás de concorrentes diretos.
Publicado por em Mundo e Volkswagen dia

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O Volkswagen T-Cross, um dos SUVs compactos mais vendidos do Brasil, perdeu duas estrelas em sua nova avaliação de segurança no Euro NCAP, a principal autoridade europeia em testes de colisão. O modelo, que em 2019 havia alcançado cinco estrelas, agora registra apenas três, resultado considerado preocupante diante das novas exigências técnicas aplicadas a partir de 2025.

Pontos Principais:

  • Volkswagen T-Cross perde duas estrelas no novo teste do Euro NCAP.
  • Desempenho foi afetado por falhas em frenagem autônoma e alerta de fadiga.
  • Proteção para adultos ficou em 74% e infantil em 81%, abaixo da média europeia.
  • Latin NCAP já prepara novo protocolo para 2026, mais rigoroso que o atual.

O rebaixamento foi consequência direta da atualização dos protocolos do Euro NCAP, que passaram a adotar critérios mais rigorosos para avaliar a eficácia dos sistemas de assistência à condução e a proteção de ocupantes e pedestres. O T-Cross, produzido na Europa e também no Brasil, não conseguiu acompanhar o ritmo dessas evoluções, exibindo desempenho irregular nos principais quesitos analisados.

A proteção para adultos atingiu 74%, um índice considerado baixo diante do novo padrão europeu, enquanto a segurança infantil obteve 81%, evitando um resultado ainda mais desfavorável. Já na categoria de usuários vulneráveis das vias, que inclui pedestres e ciclistas, o SUV registrou apenas 60%, revelando deficiências em detecção e mitigação de impactos.

Nos sistemas de assistência ao motorista, o desempenho foi ainda mais preocupante: apenas 57%. O relatório do Euro NCAP apontou que o sistema de frenagem autônoma de emergência do T-Cross teve atuação “marginal”, sendo eficaz em alguns cenários, mas incapaz de evitar colisões em outros. Além disso, o veículo carece de dispositivos considerados básicos pelos padrões atuais, como alerta de fadiga do motorista e prevenção de abertura de portas em presença de ciclistas.

Essas lacunas contrastam com a boa reputação de segurança que o T-Cross conquistou em mercados emergentes. O modelo fabricado no Brasil recebeu cinco estrelas no Latin NCAP em 2019, quando o protocolo local ainda era menos rigoroso. Desde então, a entidade latino-americana também revisou suas metodologias, aproximando-se dos critérios europeus e prometendo novas atualizações em 2026.

O cenário evidencia um ponto crítico: enquanto os consumidores europeus já são expostos a exigências de segurança mais complexas, muitos veículos vendidos na América Latina seguem padrões de teste defasados. Essa discrepância reforça o alerta sobre a necessidade de atualização dos sistemas de segurança ativa e passiva em modelos globais produzidos também no Brasil.

Mesmo com o resultado negativo, o T-Cross continua relevante no mercado nacional, sustentado por seu conjunto mecânico eficiente e pela força da marca Volkswagen. No entanto, o desempenho no Euro NCAP reacende o debate sobre a diferença de rigor entre os protocolos de avaliação e pressiona a fabricante a modernizar seus sistemas de assistência para não perder competitividade em mercados mais exigentes.

Fonte: Euroncap.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.