Antonia Fontenelle é acusada de racismo após chamar Erika Hilton de “preta do cabelo duro”

Antonia Fontenelle usou falas consideradas racistas e transfóbicas ao criticar Erika Hilton. A influencer reagiu ao voto da deputada contra o endurecimento de penas para crimes hediondos.
Publicado por em Famosos dia

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Antonia Fontenelle voltou a provocar reações intensas ao atacar publicamente a deputada federal Erika Hilton. Em vídeo publicado em seu canal no YouTube na sexta-feira (18), a influenciadora criticou o voto da parlamentar contra o aumento de pena para crimes hediondos e usou expressões que repercutiram como racistas e transfóbicas, reacendendo discussões sobre limites do discurso político nas redes.

Pontos Principais:

  • Antonia Fontenelle atacou Erika Hilton com falas racistas e transfóbicas.
  • O ataque foi motivado pelo voto da deputada contra aumento de penas para crimes hediondos.
  • Fontenelle chamou Hilton de “preta do cabelo duro” e a acusou de “querer ser branca loira”.
  • As declarações geraram revolta nas redes e possível ação judicial por racismo e ódio.

A fala causou indignação ao se referir a Hilton como “preta do cabelo duro” e sugerir que ela teria um “nariz grande”, enquanto gesticulava de forma pejorativa. Fontenelle ainda a acusou de tentar se parecer com uma “branca loira”, dizendo que “isso aqui é meu”, ao puxar os próprios cabelos. As palavras geraram revolta entre parlamentares, internautas e ativistas.

Antonia Fontenelle causou polêmica ao atacar Erika Hilton em seu canal no YouTube, usando termos racistas e transfóbicos para criticar o voto da deputada.
Antonia Fontenelle causou polêmica ao atacar Erika Hilton em seu canal no YouTube, usando termos racistas e transfóbicos para criticar o voto da deputada.

Fontenelle alegou que sua crítica se baseava no posicionamento de Erika Hilton, integrante do PSOL, que votou contra uma proposta de aumento das penas para crimes hediondos. Ela classificou o voto como “um estupro”, afirmou que Hilton “não tem caráter” e a declarou sua “inimiga”, prevendo um confronto futuro: “a gente vai dar de cara logo, logo”.

A parlamentar ainda não havia se manifestado publicamente até o fechamento deste texto, mas outros nomes da política, incluindo aliados e adversários, comentaram o caso. Alguns classificaram as falas como criminosas e cobraram providências legais. Parlamentares da bancada negra e da frente LGBTQIA+ consideram recorrer ao Ministério Público.

O episódio se soma a outras polêmicas recentes envolvendo a influenciadora. Em abril, Fontenelle já havia sido processada por declarações consideradas ofensivas contra artistas e ativistas. A reincidência pode complicar sua situação judicial, diante do histórico de infrações semelhantes e da gravidade da linguagem utilizada desta vez.

Fontenelle também ironizou o passado da deputada como mulher trans, dizendo que ela “teve a chance de mostrar caráter, independente de ser trans ou qualquer outra coisa”, mas teria “falhado”. Ela finalizou com ameaça direta: “se vier pra cima de mim, eu puxo a peruca e te deixo careca”, inflamando ainda mais os ânimos nas redes.

A repercussão do vídeo levou influenciadores, jornalistas e entidades de defesa dos direitos humanos a exigirem ações concretas. Entre os pedidos, estão investigação por crime de racismo, medidas cautelares e reforço da legislação contra discurso de ódio. O caso reacende o debate sobre o papel de figuras públicas na disseminação de discursos discriminatórios em plataformas digitais.

Fonte: Terra, Brasil247 e Metropoles.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.