Toyota Yaris Cross estreia com híbrido flex e pressiona concorrência no segmento mais disputado do país
O novo SUV compacto da Toyota chega para ocupar um espaço que a marca não explorava no Brasil e aposta no sistema híbrido flex como principal diferencial em um mercado cada vez mais sensível a consumo e preço.
Modelo estreia com dimensões próximas às de um SUV médio e preços entre R$ 149.990 e R$ 189.990. Entenda como o híbrido flex pesa na decisão de compra.
Com preços entre R$ 149.990, na versão destinada a táxi e público PCD, e R$ 189.990, o Toyota Yaris Cross passa a disputar o segmento mais volumoso do mercado brasileiro apoiado em um argumento técnico claro: consumo menor, sobretudo no uso urbano. A marca mantém os valores anunciados na pré-venda mesmo após o atraso provocado por danos na fábrica de motores em Porto Feliz, no interior de São Paulo.
Toyota Yaris Cross aposta no híbrido flex para ganhar espaço
O modelo substitui indiretamente os antigos Yaris hatch e sedan, que deixaram de ser produzidos no país, e amplia a presença da Toyota em uma faixa de preço onde não tinha representante. Com 4.310 mm de comprimento, 2.620 mm de entre-eixos e porta-malas de 400 litros, ou 391 litros na versão híbrida, o utilitário tem medidas próximas às do Toyota Corolla Cross, com diferença de apenas 20 mm no entre-eixos.
Na prática, isso significa espaço interno competitivo para a categoria, embora a largura 55 mm menor em relação ao irmão maior seja percebida quando o banco traseiro está ocupado por três passageiros.
Consumo é o centro da estratégia
Na versão flex convencional, o motor aspirado entrega 110 cv com gasolina e 122 cv com etanol. Já o híbrido pleno flex combina um motor térmico de 91 cv com um elétrico de 80 cv, resultando em potência combinada de 111 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é apenas um segundo mais lenta que a do flex tradicional, diferença pouco perceptível no uso cotidiano.
O ganho aparece nos números de consumo medidos pelo Inmetro. No ciclo urbano, o híbrido economiza 30% com gasolina e 33% com etanol. Em rodovia, a vantagem cai para 6,5% com gasolina e 4,7% com etanol. Em um país onde a maior parte dos deslocamentos ocorre em ambiente urbano, esse dado passa a ser decisivo na escolha.
Ao priorizar eficiência no trânsito pesado das grandes cidades, a Toyota responde a um consumidor que já não olha apenas para potência, mas para o impacto do abastecimento no orçamento mensal.
Mercado começa o ano em ritmo moderado
O lançamento ocorre em um cenário de estabilidade nas vendas. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, foram comercializadas 170,5 mil unidades entre leves e pesados em janeiro, 0,4% a menos que no mesmo mês do ano anterior, mesmo com um dia útil a menos.
Automóveis cresceram 1,4% e comerciais leves avançaram 3%, mas os estoques subiram de 37 para 57 dias na média geral. A diferença chama atenção entre nacionais, com 29 dias, e importados, que alcançam 172 dias, reflexo do volume elevado de elétricos trazidos no ano passado por marcas como a BYD.
IPVA e crédito pesam no bolso
O ambiente econômico também influencia a decisão de compra. Em São Paulo, o IPVA atrasado soma R$ 36 bilhões, segundo o Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil. Desde 2012, mais de 4,6 milhões de dívidas foram protestadas apenas na capital paulista.
Além disso, o Superior Tribunal de Justiça entende que a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação pode ser aplicada como medida coercitiva excepcional para estimular o pagamento de dívidas, respeitados critérios de proporcionalidade.


































