Vídeo: Brasileiro reúne R$ 500 milhões em carros, mora no interior paulista e aparece sempre de capacete para não ser reconhecido
Conhecido publicamente apenas como Junior, um empresário brasileiro transformou mais de 20 anos de interesse por máquinas exclusivas em uma coleção estimada em mais de R$ 500 milhões. O rosto permanece escondido por capacetes, geralmente da italiana AGV, mas a garagem aparece constantemente nas redes sociais, em entrevistas e podcasts.
No perfil @jr_private_collection, ele mostra parte de uma frota cuja extensão completa não é conhecida. As especulações sobre sua identidade apontam para um dos proprietários de uma empresa de soluções tecnológicas sediada em Santo André, na Grande São Paulo, informação que nunca foi confirmada pelo colecionador.
A base do acervo fica em Itu, no interior paulista, dentro de uma garagem de 200 m² batizada de Private Collection. Entre os modelos guardados no local estão um McLaren Senna, um Porsche Carrera GT e um Porsche 911 rosa feito em homenagem à filha mais velha.
Uma garagem formada por carros que raramente ficam juntos
Junior também reuniu a chamada Santíssima Trindade dos hipercarros híbridos: Ferrari LaFerrari, Porsche 918 Spyder e McLaren P1. Ter os três modelos no mesmo acervo coloca a coleção brasileira em um grupo restrito, no qual disponibilidade costuma pesar tanto quanto dinheiro.
O salto mais público ocorreu em 2024, quando chegou um Bugatti Chiron Sport avaliado em mais de R$ 50 milhões. Limitado a 500 exemplares, o modelo com motor W16 8.0 de quatro turbos e 1.500 cv circulou pela ponte Cidade Jardim, em São Paulo, região conhecida pela presença de veículos de alto valor.
Depois veio um Pagani Utopia, produzido em uma série de apenas 99 unidades. O exemplar equipado com motor V12 6.0 de 864 cv e 112,2 kgfm carrega a inscrição R&D porque participou dos testes de validação realizados durante o desenvolvimento do modelo.
Koenigsegg Jesko Attack será a próxima atração
A aquisição mais recente apresentada pelo empresário é um Koenigsegg Jesko Attack, versão voltada ao uso em circuito. O V8 5.0 biturbo pode entregar até 1.600 cv, enquanto o conjunto aerodinâmico é capaz de gerar 1.400 kg de pressão contra o solo nas curvas.
O carro foi configurado por meio do Gripen Atelier, programa de personalização da fabricante sueca. A carroceria branca recebeu uma bandeira da Suécia estilizada sobre capô, teto e aerofólio. Junior acompanhou etapas da construção na sede da marca e encontrou o fundador Christian von Koenigsegg.
“O Koenigsegg é o único megacar. O Bugatti é um Bugatti, mas o que eu não esperava da Koenigsegg, e vi quando me mostraram o carro, é que ele está acima do que vejo hoje até no Bugatti em acabamento. Em engenharia, não há nem o que discutir.”
Outros modelos também foram avaliados, entre eles Aston Martin Valkyrie e McLaren Speedtail. O Speedtail de 1.000 cv, três lugares e produção limitada a 106 unidades chegou a despertar interesse, mas o exemplar disponível já tinha mais de 300 km e não poderia ser importado legalmente. Em 2021, uma unidade era oferecida no Brasil por mais de R$ 40 milhões, enquanto o Jesko Attack ainda se prepara para desembarcar no país.

“O que mais chama atenção nesse empresário não é apenas a coleção avaliada em R$ 500 milhões, mas a forma como ele construiu uma figura pública sem revelar a própria identidade. Ao aparecer sempre de capacete, ele transforma o anonimato em parte da história e mantém o foco nos carros, na exclusividade e em uma trajetória de mais de 20 anos dedicada a reunir modelos que poucos colecionadores conseguem comprar.” – Opinião do Autor


































