Laqueadura na argentina termina com mulher sem perna e com transplante de coração

Após complicações em laqueadura, argentina perdeu a perna, recebeu um novo coração e vive reabilitação física e emocional
Publicado por em Mundo dia | Atualizado em

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O caso da argentina Alison Calfunao, de 30 anos, chocou a América Latina após a mulher ser internada para uma cirurgia simples de laqueadura e, ao despertar da anestesia, descobrir que teve uma perna amputada e havia passado por um transplante de coração. O caso, que aconteceu em junho na Patagônia, ganhou notoriedade nas redes sociais e está sendo investigado pelas autoridades argentinas.

Pontos Principais:

  • Alison Calfunao foi internada para laqueadura e sofreu paradas cardíacas.
  • Durante o socorro, desenvolveu infecção e teve a perna amputada.
  • Recebeu um transplante de coração oito dias após a internação.
  • Família denuncia negligência e cobra explicações da clínica na Argentina.
  • Justiça investiga condutas médicas e possíveis falhas nos protocolos.

O procedimento inicial seria uma ligadura de trompas, cirurgia geralmente considerada de baixo risco e com recuperação rápida. No entanto, uma sucessão de complicações mudou radicalmente a vida da paciente, que agora enfrenta um longo processo de reabilitação física e emocional.

O que seria uma cirurgia ginecológica de rotina acabou em pesadelo para uma argentina, que acordou da anestesia sem uma perna e com um novo coração.
O que seria uma cirurgia ginecológica de rotina acabou em pesadelo para uma argentina, que acordou da anestesia sem uma perna e com um novo coração.

Segundo os familiares, não houve qualquer explicação clara por parte da equipe médica até o momento. A mãe de Alison, revoltada, declarou que o silêncio da clínica onde a filha foi operada é tão doloroso quanto as consequências do que ocorreu dentro da sala de cirurgia.

O que era para ser uma laqueadura virou um drama médico sem precedentes

Alison Calfunao deu entrada em uma clínica privada na cidade de Neuquén, na Patagônia, com o objetivo de fazer uma cirurgia de esterilização definitiva. Durante o procedimento, ela sofreu duas paradas cardíacas, o que levou a um quadro grave de insuficiência cardíaca, obrigando os médicos a recorrerem ao transplante de coração como medida emergencial.

Durante a transferência para uma unidade hospitalar mais equipada, Alison entrou em estado crítico e acabou desenvolvendo um coágulo sanguíneo e uma infecção severa em um dos pés. Isso exigiu a amputação da perna acima do joelho para estabilização do quadro clínico.

A cirurgia de transplante de coração foi realizada dias depois no Hospital Italiano de Buenos Aires. O coração novo foi implantado no dia 17 de junho, oito dias após a internação inicial. A paciente segue hospitalizada em reabilitação, enfrentando dores físicas e emocionais, além da incerteza quanto ao futuro.

Desdobramentos familiares e comoção nas redes sociais

A mãe da paciente, Carina Calfunao, usou as redes sociais para relatar o caso e expor a indignação com a falta de respostas. Em uma publicação com tom de desabafo, ela escreveu que “naquele dia, minha filha morreu”, referindo-se à transformação drástica que a jovem sofreu desde a cirurgia.

Reações e contexto familiar

Alison é mãe de duas crianças, uma de 3 e outra de 7 anos, o que torna o drama ainda mais sensível. Os filhos pequenos ainda não compreendem totalmente a situação da mãe, que hoje está internada não apenas para reabilitação física, mas também para acompanhamento psicológico.

Durante os relatos da mãe e de amigos próximos, alguns pontos foram destacados:

  • Não houve consentimento para os procedimentos realizados
  • A clínica original não forneceu explicações formais
  • A amputação e o transplante ocorreram em ambientes distintos
  • A família só soube da gravidade após o transporte de Alison

O caso gerou ampla mobilização entre familiares, ativistas e usuários nas redes sociais, que cobram respostas urgentes da clínica e do sistema de saúde argentino.

Investigação criminal e ação na Justiça

Diante da gravidade do ocorrido, a Promotoria de Crimes Contra a Pessoa de Neuquén abriu uma investigação para apurar a responsabilidade da equipe médica e da gestão da Clínica San Lucas. O processo está em fase inicial, mas os promotores já solicitaram prontuários, vídeos e registros da cirurgia.

A principal linha de apuração envolve possíveis negligências médicas e falta de protocolos de consentimento. Além disso, será investigado se houve falha na comunicação entre as unidades de saúde que participaram do transporte e dos procedimentos subsequentes.

A defesa da família também estuda entrar com uma ação cível por danos morais e materiais, considerando o impacto irreversível na vida da paciente e no núcleo familiar.

O que se sabe até agora e o que esperar do futuro

Atualmente, Alison Calfunao segue em processo de reabilitação no Hospital Italiano de Buenos Aires, onde recebe acompanhamento clínico e psicológico. Seu estado de saúde é considerado estável, embora a recuperação física deva se estender por muitos meses.

A família aguarda um posicionamento oficial da clínica onde tudo começou, enquanto pressiona as autoridades para que os responsáveis sejam punidos. O caso se tornou símbolo de uma discussão mais ampla sobre falhas médicas, consentimento cirúrgico e responsabilidade institucional.

Para o futuro, além das investigações judiciais, a expectativa é de que o caso leve a mudanças nos protocolos de comunicação entre hospitais e também no controle de procedimentos invasivos. Alison, por sua vez, começa uma nova etapa da vida, marcada por perdas irreversíveis, mas também por uma surpreendente sobrevivência diante de uma sequência improvável de eventos médicos.

Fonte: Clarin e Rionegro.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.