“Só vejo esses carros chineses na rua ultimamente, estou até pensando em comprar um”, confessa taxista; BYD vendeu 300 mil eletrificados no Brasil em 6 meses de arrancada
A BYD alcançou 300 mil veículos eletrificados vendidos no Brasil e fez isso em um ritmo que ajuda a explicar a mudança de humor do mercado nacional. Segundo reportagem do Motor1.com Brasil publicada em 22 de junho, a marca levou apenas seis meses para sair de 200 mil para 300 mil unidades, o salto mais rápido de sua trajetória no país.
O carro que marcou a venda simbólica foi um BYD Song Pro GL, entregue na concessionária BYD Ibirapuera, em São Paulo. O comprador, o advogado e empresário Andrew Imada, já tinha um BYD King e decidiu migrar para um SUV maior para atender ao uso familiar. A cena resume bem o momento da marca: o cliente não entrou apenas para experimentar a eletrificação, mas permaneceu dentro dela ao trocar de categoria.
Durante conversa com populares que sempre estão nas ruas, pude constatar que esses carros estão sendo notados pelo público.
“Ou o povo está rico ou está todo mundo endividado. Só vejo esses carros chineses na rua ultimamente. No começo eu desconfiava, mas agora estou até pensando em comprar um para trabalhar”, diz Marcos Almeida, taxista em São Paulo.
O crescimento saiu do nicho e chegou ao varejo
A BYD atribui o avanço a uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro diante dos carros eletrificados. O caso mais visível é o Dolphin Mini, que já soma mais de 86 mil unidades vendidas desde o lançamento e assumiu a liderança das vendas no varejo automotivo brasileiro em 2026, posição mantida por quatro meses consecutivos. O Dolphin GS também passou de 51 mil unidades comercializadas.

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil e responsável pelas áreas comercial e de marketing, afirmou que o resultado consolida um projeto iniciado há mais de uma década, quando a empresa chegou ao país com chassis de ônibus elétricos, painéis solares e baterias. A mensagem é clara: a montadora tenta apresentar o avanço atual como consequência de uma estratégia longa, não como uma onda repentina.
A rede cresceu junto com os números
A velocidade da expansão chama atenção porque a curva ficou mais curta a cada etapa. Do primeiro carro vendido até 100 mil unidades, foram 34 meses. Para alcançar 200 mil, a marca precisou de mais 11 meses. Agora, os 100 mil veículos seguintes vieram em meio ano.
Em maio de 2023, a BYD havia emplacado 390 veículos no Brasil. Em maio de 2026, foram mais de 21,7 mil unidades, crescimento superior a 5.500%. Nos cinco primeiros meses deste ano, a empresa acumulou 77.447 emplacamentos, quase o dobro das 39.007 unidades registradas no mesmo período de 2025.
Fábio Lage, diretor comercial da BYD do Brasil, destacou que a marca vendeu 100 mil carros em seis meses e entrou no mercado de veículos de passeio há quatro anos. A próxima etapa já está no mapa comercial da empresa, que opera com 217 concessionárias e pretende chegar a 250 lojas nos próximos meses, revelou o UOL.
BYD acelera no varejo e deixa a Volkswagen para trás
A BYD alcançou um marco inédito no mercado brasileiro em abril de 2026. A marca chinesa entregou 14.911 unidades no varejo e superou a Volkswagen, que ficou com 14.832 vendas na mesma modalidade.
Segundo o AutoEsporte, o resultado chama atenção porque o varejo mostra a compra feita diretamente pelo consumidor final, sem o peso das vendas para frotas ou grandes empresas. Na prática, é o retrato mais claro de quem entrou na loja, escolheu o carro e fechou negócio.
A liderança também mostra a força dos elétricos e híbridos no Brasil. Depois de crescer com o Dolphin Mini e bater recordes seguidos, a BYD deixou de ser apenas uma promessa chinesa e passou a ocupar o espaço das marcas tradicionais no centro da disputa.


































