Aeroporto de Guarulhos hoje interrompe pousos e decolagens em pleno Carnaval por causa de drones ilegais
Drones ilegais param operações no Aeroporto Internacional de Guarulhos em pleno Carnaval
A tarde de domingo, 15 de fevereiro de 2026, registrou interrupções nas operações do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, após a identificação de drones sobrevoando a área das pistas. Em um dos períodos de maior movimento do feriado de Carnaval, pousos e decolagens foram suspensos temporariamente por razões de segurança, provocando atrasos e desvios de voos.
Segundo informações divulgadas por portais especializados em aviação, ao menos sete aeronaves não autorizadas foram detectadas no entorno do terminal. A primeira ocorrência foi registrada por volta das 16h10, com paralisação de aproximadamente 20 minutos. Durante esse intervalo, aeronaves em aproximação tiveram de alterar suas rotas.
Aeroporto Internacional de Guarulhos interrompe pousos por risco à navegação aérea
O bloqueio das operações ocorreu enquanto aviões se aproximavam ou deixavam o aeroporto, o que ampliou o impacto sobre passageiros em trânsito. Voos que tinham Guarulhos como destino foram direcionados a aeroportos como Viracopos, em Campinas, Galeão, no Rio de Janeiro, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Tancredo Neves, em Confins.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo informou ter sido acionada pela central de controle do aeroporto por volta das 16h para verificar a presença de aproximadamente oito drones sobre a rota de pousos e decolagens. A corporação confirmou a paralisação temporária das operações e relatou cancelamentos.
Unidades dos Comandos e Operações Especiais, vinculadas ao Policiamento de Choque, passaram a apoiar a ação com uso de bloqueador de sinal, na tentativa de neutralizar os equipamentos e restabelecer a segurança no espaço aéreo controlado.
Entenda por que drones representam risco real
A circulação de drones em áreas restritas de aeroportos não é tratada como ocorrência banal. Mesmo equipamentos de pequeno porte podem causar danos severos se houver colisão com aeronaves em fase de pouso ou decolagem, momentos críticos da operação aérea.
Além do risco físico, a simples presença de objetos não identificados no espaço aéreo obriga a suspensão imediata das operações, conforme protocolos de segurança. Em hubs de grande porte como Guarulhos, qualquer interrupção gera efeito cascata na malha aérea nacional.
O aeroporto é considerado o principal ponto de conexão internacional do país. Em períodos de alta demanda, como o Carnaval, a taxa de ocupação dos voos é elevada, o que reduz a margem para remanejamentos rápidos. Assim, desvios para outros terminais implicam reacomodações, atrasos e impacto logístico significativo.
Polícia Federal e Polícia Militar atuam após detecção dos drones
A Polícia Federal foi acionada para apurar a ocorrência e adotar as medidas cabíveis. Até a última atualização disponível na noite de 15 de fevereiro de 2026, não haviam sido divulgadas informações sobre responsáveis pela operação dos drones nem sobre prisões.
Também não havia confirmação oficial sobre o horário exato de normalização total das operações. Nas redes sociais, passageiros relataram atrasos e mudanças de rota, enquanto aguardavam informações das companhias aéreas.
A administração do aeroporto não detalhou, até o momento, quais providências adicionais seriam tomadas para reforçar o monitoramento da área. A legislação brasileira prevê restrições severas ao uso de aeronaves não tripuladas em zonas próximas a aeroportos, justamente pelo potencial de risco à navegação.
Relevância do episódio em um dos maiores hubs da América Latina
O impacto do episódio ultrapassa o atraso pontual de voos. O Aeroporto Internacional de Guarulhos concentra conexões nacionais e internacionais e opera como principal porta de entrada do país. Qualquer interrupção afeta não apenas passageiros com destino final em São Paulo, mas também aqueles que dependem de conexões para outros estados ou países.
Em datas de grande fluxo, como o domingo de Carnaval, a operação funciona em ritmo intensificado, com pousos e decolagens em intervalos curtos. A necessidade de interromper temporariamente esse fluxo evidencia o grau de sensibilidade do sistema diante de ameaças externas, ainda que não haja confirmação de intenção criminosa.
Especialistas em segurança aérea reiteram que o protocolo é claro: ao menor sinal de risco, a prioridade absoluta é preservar vidas. Isso significa suspender operações até que haja garantia de que o espaço aéreo está livre de interferências.
| Data | Ocorrência | Consequência |
|---|---|---|
| 15/02/2026 | Detecção de drones sobre pistas | Interrupção temporária de pousos e decolagens |
| Por volta de 16h10 | Primeira paralisação registrada | Desvio de voos para outros aeroportos |
A investigação deverá esclarecer a origem dos drones e eventuais responsabilidades. Enquanto isso, o episódio reacende o debate sobre fiscalização, rastreamento e punição para uso irregular desses equipamentos em áreas críticas.
Aeroporto de Guarulhos com a pista fechada a mais de uma hora e já tô vendo quando os passageiros com conexão perdida chegarem gravando e fazendo barraco 🤩🤩😍😍
— Coquinha de café (🎨) (@mim_ayart) February 15, 2026
Atualização 17h53 BRT (GMT -3)
Aeroporto ainda fechado, relatos são de sete drones (não necessariamente simultaneamente) avistados na rampa de aproximação das cabeceiras 10L/R
— AEROIN (@aero_in) February 15, 2026
PF é acionada após drones fecharem pista em Guarulhos
Segundo o Metropoles, a Polícia Federal foi acionada neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, para atuar na reabertura da pista do Aeroporto Internacional de Guarulhos após drones ilegais provocarem a suspensão temporária de pousos.
Por segurança, voos foram desviados para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, e o terminal seguiu operando com restrições enquanto as autoridades trabalhavam para normalizar as operações.














