Doença Mpox: casos sintomas; Entenda quando a doença vira risco real e o que dizem os números

Mpox pode evoluir para quadros graves em grupos vulneráveis, mas Brasil registra 90 casos em 2026 sem óbitos. Entenda taxas de mortalidade e variantes.
Publicado por em Saúde dia
Doença Mpox: casos sintomas; Entenda quando a doença vira risco real e o que dizem os números
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A mpox é uma infecção viral transmitida principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados e, na maioria dos casos, evolui de forma autolimitada, com desaparecimento dos sintomas em poucas semanas, embora variantes mais agressivas e condições clínicas específicas possam aumentar o risco de complicações e morte.

Letalidade varia conforme a variante

A taxa de mortalidade da mpox depende do clado do vírus envolvido no surto. O clado 2, responsável pelo surto de 2022, apresentou letalidade estimada entre 0,1% e 0,5%, com menor registro de óbitos. Já o clado 1 é considerado mais transmissível e mais grave.

Em surtos anteriores associados ao clado 1, as taxas de mortalidade chegaram a 10%, segundo dados citados por especialista em virologia clínica. Em setembro de 2023, foi identificada na República Democrática do Congo uma subvariante, chamada clado 1B, descrita como ainda mais transmissível e agressiva. Com base em surtos anteriores, estima-se que sua letalidade possa variar novamente entre 3% e 10%, a depender do contexto sanitário.

Em países com sistemas de saúde estruturados e acesso a medicamentos, a tendência é que a taxa de mortalidade seja menor do que a observada em regiões com menor infraestrutura.

Quem corre mais risco

Segundo a Organização Mundial da Saúde, pessoas imunossuprimidas apresentam maior probabilidade de desenvolver quadros graves. Indivíduos com HIV avançado também figuram entre os grupos de maior risco.

Por outro lado, pessoas vivendo com HIV, mas com carga viral controlada por tratamento antirretroviral, não parecem ter risco superior ao da população geral. Gestantes e crianças também estão entre os grupos considerados mais vulneráveis às formas graves da doença.

Os principais sintomas incluem:

  • Febre
  • Mal-estar e fraqueza
  • Dor no corpo e dor de cabeça
  • Calafrios
  • Irritação na garganta
  • Aumento dos linfonodos
  • Lesões cutâneas características

Em grande parte dos casos, o quadro é leve ou moderado, com recuperação espontânea.

O cenário no Brasil em 2026

O Brasil registrou 90 casos nos dois primeiros meses de 2026, sendo 88 confirmados e dois prováveis, sem óbitos até o momento. São Paulo concentra 63 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 15, além de ocorrências em outros estados. O país monitora ainda mais de 180 notificações suspeitas.

Embora o número chame atenção, o quadro é mais brando do que o observado em 2025, quando o país encerrou o ano com 1.079 casos e dois óbitos. Nas oito primeiras semanas epidemiológicas de 2026, os registros permanecem significativamente abaixo do mesmo período do ano anterior.

O Ministério da Saúde mantém vigilância ativa por semanas epidemiológicas, com monitoramento contínuo e estrutura do SUS preparada para diagnóstico precoce, manejo clínico e acompanhamento dos pacientes. Enquanto isso, autoridades sanitárias seguem acompanhando a circulação das variantes e a evolução dos casos, em um cenário que permanece sob observação nas próximas semanas.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.