Honda Civic 2004 automático: tabela Fipe, consumo e tudo mais pra você saber se esse carro é bom pra você

Honda Civic 1.7 16V Automático 2004: usado custa menos que um popular zero, roda melhor, é mais confortável e ainda tem manutenção previsível no mercado de usados
Publicado por em Usados dia | Atualizado em | Página 3/5
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Basta fechar a porta de um Civic de sétima geração para entender por que ele ainda é tão procurado. O som seco do encaixe, o banco baixo, a posição de dirigir que parece feita sob medida e o silêncio em marcha lenta entregam uma sensação de carro bem construído que muitos compactos atuais não conseguem reproduzir. Mesmo com mais de duas décadas de estrada, ele continua passando a impressão de produto sólido.

No uso urbano, o conjunto mecânico trabalha em harmonia. O motor 1.7 de 115 cv não empolga em arrancadas, mas se move com suavidade e regularidade, sempre acompanhado pelo câmbio automático de quatro marchas, que prioriza conforto e não esportividade. É um sedã que convida a dirigir sem pressa, com respostas progressivas e comportamento previsível, exatamente o que se espera de um carro pensado para o dia a dia.

"O Civic dessa geração é aquele carro que você entra e percebe que tudo foi feito para durar: direção leve, rodar silencioso, suspensão que ainda filtra bem o asfalto ruim e um conjunto mecânico que trabalha sem drama. Ele não é rápido, não é moderno, mas passa uma confiança difícil de encontrar em usados baratos. A conta aparece na idade, com suspensão e câmbio pedindo cuidado, mas, quando está em ordem, é um sedã que ainda entrega conforto de categoria superior por um valor que hoje compra só um compacto básico."- Opinião do Autor

A suspensão independente nas quatro rodas ainda faz diferença. O Civic absorve irregularidades com mais refinamento do que muitos modelos mais novos e transmite estabilidade em curvas longas de estrada, mantendo a carroceria assentada e a direção comunicativa. É um rodar que cansa menos em viagens e dá confiança no trânsito rápido.

O consumo, para o porte e a época, é um dos seus trunfos. Em ciclo urbano, gira em torno de 10 a 11 km/l com gasolina, e na estrada pode passar de 12 km/l, números que ajudam a manter o custo mensal sob controle. Não é econômico como um compacto moderno, mas também não assusta no posto.

Onde o Civic exige atenção é na idade. Suspensão, buchas, amortecedores e sistema de direção costumam pedir revisões, e há relatos de consumo de óleo em motores com alta quilometragem. O câmbio automático, quando negligenciado, pode se tornar o item mais caro da conta. A boa notícia é a ampla oferta de peças e a familiaridade das oficinas com o modelo, o que evita surpresas em disponibilidade.

Em segurança, ele reflete os padrões do início dos anos 2000: airbags frontais e ABS nas versões mais completas, sem controles eletrônicos de estabilidade. Não é referência em proteção, mas também não foge do que havia de melhor no segmento naquela época.

Disputa compradores com sedãs compactos mais novos e SUVs pequenos de entrada. Ainda assim, muitos escolhem o Civic pela sensação de dirigir algo mais refinado, com comportamento maduro e reputação construída ao longo de anos de uso severo nas ruas brasileiras.

Ficha técnica detalhada

  • Modelo: Honda Civic 7ª geração (ES)
  • Anos de fabricação no Brasil: 2001 a 2006
  • Motor: 1.7 16V a gasolina, quatro cilindros em linha
  • Cilindrada: 1.668 cm³
  • Potência máxima: 115 cv a 6.100 rpm
  • Torque máximo: 15,5 kgfm a 4.500 rpm
  • Câmbio: automático convencional de 4 marchas
  • Tração: dianteira
  • Direção: hidráulica
  • 0 a 100 km/h: cerca de 11,0 s
  • Velocidade máxima: aproximadamente 190 km/h
  • Consumo urbano: em torno de 10 a 11 km/l (gasolina)
  • Consumo rodoviário: cerca de 12 a 13 km/l (gasolina)
  • Tanque de combustível: 50 litros
  • Autonomia em estrada: próxima de 650 km
  • Comprimento: 4.475 mm
  • Largura: 1.715 mm
  • Altura: 1.440 mm
  • Entre-eixos: 2.620 mm
  • Porta-malas: 450 litros
  • Peso em ordem de marcha: cerca de 1.200 kg
  • Suspensão dianteira: McPherson independente
  • Suspensão traseira: multilink independente
  • Freios: discos ventilados na frente, discos sólidos atrás
  • Airbags: frontais conforme versão e ano
  • ABS: disponível nas versões mais completas
  • Preço de mercado em 2026: a partir de R$ 22.900

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Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.