Ficha técnica do Chevrolet Vectra GSi 1994: preço e ficha técnica de uma lenda entre os sedans do Brasil

Do sucesso nos testes ao legado cultuado, o Chevrolet Vectra GSi 1994 redefiniu o conceito de sedã esportivo no mercado nacional.
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Ficha técnica do Chevrolet Vectra GSi 1994: preço e ficha técnica de uma lenda entre os sedans do Brasil

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Lançado no Brasil no início da década de 1990, o Chevrolet Vectra GSi se consolidou como um dos sedãs esportivos mais marcantes da indústria nacional. Com visual discreto, desempenho acima da média e tecnologias inéditas para a época, tornou-se referência de status e performance.

Pontos Principais:

  • Lançamento do Chevrolet Vectra GSi em 1993, derivado do modelo europeu.
  • Motor 2.0 16V de 150 cv, 207,7 km/h e 0 a 100 km/h em 9,22 segundos.
  • Design discreto com elementos esportivos e coeficiente aerodinâmico de 0,29.
  • Fim da versão GSi em 1996, mantendo status de clássico entre colecionadores.

Derivado do Vectra europeu, o modelo chegou para substituir o veterano Monza, assumindo o papel de carro médio moderno e bem equipado. Na versão GSi, a proposta era ir além: unir conforto de um sedã familiar à agilidade de um esportivo de respeito.

Sua história é marcada por números expressivos nos testes da época e por um conjunto mecânico robusto, com motor alemão de 16 válvulas e 150 cv. Mesmo mais de 30 anos depois, segue como ícone cultuado por colecionadores e admiradores do automobilismo brasileiro.

Desempenho que impressionou

O Vectra GSi 1994 chegou para redefinir os sedãs esportivos nacionais, unindo design discreto e desempenho surpreendente para a época.
O Vectra GSi 1994 chegou para redefinir os sedãs esportivos nacionais, unindo design discreto e desempenho surpreendente para a época.

O Vectra GSi surpreendeu já em seus primeiros testes. Com velocidade máxima de 207,7 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 9,22 segundos, foi considerado o carro nacional mais veloz e rápido já avaliado por publicações especializadas até então. O motor 2.0 16V, importado da Alemanha, entregava 150 cv e 20,0 mkgf de torque, garantindo potência específica de 75,1 cv por litro.

A injeção eletrônica sequencial Bosch Motronic M.2.8 oferecia maior precisão na mistura ar-combustível, resultando em bom desempenho aliado a consumo médio de 11,91 km/l. As relações de marcha eram mais curtas que nas versões convencionais, reforçando a vocação esportiva.

Freios a disco nas quatro rodas, com ABS, completavam o pacote de segurança. Durante um teste prático, o carro conseguiu parar de forma estável mesmo em uma frenagem brusca a 100 km/h, sem perder o controle da direção.

Design sóbrio com toques esportivos

Seu visual discreto ganhava vida com rodas de liga leve, pneus de perfil baixo e aerofólio, equilibrando esportividade e elegância.
Seu visual discreto ganhava vida com rodas de liga leve, pneus de perfil baixo e aerofólio, equilibrando esportividade e elegância.

Visualmente, o GSi se diferenciava mais pela sutileza do que pelo exagero. As rodas de liga leve, pneus de perfil baixo e apêndices aerodinâmicos compunham o conjunto, junto a um defletor discreto na tampa do porta-malas. O coeficiente aerodinâmico de 0,29 contribuía para o desempenho em alta velocidade.

Por dentro, destacava-se pela boa ergonomia, com volante de boa pegada e instrumentos bem posicionados. Embora não tivesse computador de bordo, oferecia acabamento de qualidade, com bancos de couro vendidos como acessório em concessionárias.

Diferenciais do Vectra GSi

  • Motor 2.0 16V de 150 cv e 20,0 mkgf
  • Velocidade máxima de 207,7 km/h
  • Aceleração de 0 a 100 km/h em 9,22 s
  • Freios a disco nas quatro rodas com ABS
  • Design discreto com aerofólio traseiro

Além disso, o teto solar era oferecido como opcional, reforçando a imagem premium da versão. O conjunto equilibrava esportividade e discrição, algo raro entre os modelos nacionais da época.

O impacto no mercado e a relação com os concorrentes

O modelo deixou de ser produzido em 1996, mas manteve status de ícone, valorizado por colecionadores e entusiastas do automobilismo.
O modelo deixou de ser produzido em 1996, mas manteve status de ícone, valorizado por colecionadores e entusiastas do automobilismo.

No cenário nacional, o Vectra GSi tinha como principal rival o Fiat Tempra 16V, outro sedã esportivo pioneiro no Brasil. Apesar da boa disputa, o modelo da Chevrolet conquistou vantagem em velocidade máxima, aceleração e eficiência, perdendo apenas em retomada e nível de opcionais.

O carro rapidamente se tornou símbolo de status, vencendo a eleição “Carro do Ano” de uma das mais tradicionais publicações automotivas do país em 1994, com vitória em cinco dos oito quesitos avaliados. Seu sucesso consolidou a presença da sigla GSi na linha Chevrolet, que se expandiu para outros modelos, como o Kadett e o Corsa.

No entanto, a chegada da segunda geração do Vectra, em 1996, marcou o fim da versão esportiva no Brasil. Sem substituto direto, o segmento de sedãs esportivos nacionais ficou órfão até a chegada do Fiat Marea Turbo, em 1999.

Preços Aproximados

  • Chevrolet Vectra CD 2.0 (modelo antigo) 1994 (004068-1) – Preço aproximado: R$ 12 mil
  • Chevrolet Vectra GLS/Expres. 2.2/2.0 e 2.0 CD 8V 1994 (004066-5) – Preço aproximado: R$ 15 mil
  • Chevrolet Vectra GSi 2.0 16V (modelo antigo) 1994 (004069-0) – Preço aproximado: R$ 24 mil

Ficha Técnica do Chevrolet Vectra GSi 2.0 16V 1994

Geral

  • Ano: 1994
  • Propulsão: Combustão
  • Combustível: Gasolina
  • Procedência: Nacional
  • Configuração: Sedã
  • Porte: Médio
  • Lugares: 5
  • Portas: 4
  • Geração: 1
  • Plataforma: GM2900

Motor

  • Instalação: Dianteiro
  • Aspiração: Natural
  • Disposição: Transversal
  • Alimentação: Injeção multiponto
  • Cilindros: 4 em linha
  • Comando de válvulas: Duplo no cabeçote
  • Cilindrada unitária: 500 cm³
  • Acionamento comando: Correia dentada
  • Válvulas por cilindro: 4
  • Diâmetro do cilindro: 86 mm
  • Razão de compressão: 10,5:1
  • Curso do pistão: 86 mm
  • Deslocamento: 1.998 cm³
  • Potência máxima: 150 cv a 6.000 rpm
  • Código do motor: C20XE
  • Torque máximo: 20 kgfm a 4.600 rpm
  • Peso/potência: 8,13 kg/cv
  • Torque específico: 10,0 kgfm/litro
  • Peso/torque: 61,0 kg/kgfm
  • Potência específica: 75,1 cv/litro

Transmissão

  • Tração: Dianteira
  • Câmbio: Manual de 5 marchas
  • Código do câmbio: F18
  • Acoplamento: Embreagem monodisco a seco

Suspensão

  • Dianteira: Independente, McPherson
  • Elemento elástico dianteiro: Mola helicoidal
  • Traseira: Eixo de torção
  • Elemento elástico traseiro: Mola helicoidal

Freios

  • Dianteiros: Disco ventilado
  • Traseiros: Disco sólido

Direção

  • Assistência: Hidráulica
  • Diâmetro de giro: 10,9 m

Pneus

  • Dianteiros: 195/60 R15
  • Altura do flanco dianteiro: 117 mm
  • Traseiros: 195/60 R15
  • Altura do flanco traseiro: 117 mm
  • Estepe: 195/60 R15

Dimensões

  • Comprimento: 4.432 mm
  • Largura: 1.706 mm
  • Distância entre-eixos: 2.600 mm
  • Altura: 1.375 mm
  • Bitola dianteira: 1.420 mm
  • Bitola traseira: 1.423 mm
  • Porta-malas: 530 litros
  • Tanque de combustível: 57 litros
  • Peso: 1.220 kg
  • Carga útil: 520 kg

Aerodinâmica

  • Área frontal: 1,99 m²
  • Coeficiente de arrasto (Cx): 0,29
  • Área frontal corrigida: 0,577 m²

Desempenho

  • Velocidade máxima: 210 km/h
  • Aceleração 0-100 km/h: 8,5 s

Consumo

  • Urbano: 10,6 km/l
  • Rodoviário: 13,5 km/l

Autonomia

  • Urbana: 604 km
  • Rodoviária: 770 km

Legado e o que esperar do futuro

Hoje, o Vectra GSi é peça rara no mercado de clássicos nacionais. Proprietários, como o designer Luiz Fernando Wernz, preservam seus exemplares quase originais, mantendo-os para uso eventual e encontros de colecionadores. O modelo ainda chama atenção pelo desempenho, especialmente pelo comportamento do motor após os 4.000 rpm, quando entra o segundo estágio do corpo de borboleta.

O legado do GSi vai além da ficha técnica: representa um momento em que a indústria brasileira ousou oferecer um sedã com pegada de esportivo europeu, sem abrir mão do conforto e da sobriedade. No cenário atual, com a predominância de SUVs e foco em eficiência energética, dificilmente veremos algo semelhante produzido em série no país.

O futuro dos sedãs esportivos nacionais parece distante, mas a história do Vectra GSi mantém viva a memória de quando o prazer de dirigir e a exclusividade eram prioridades no mercado brasileiro.

Fonte: Fipe.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.