DFM Box Urban estreia em agosto para enfrentar Dolphin e Geely EX2 no Brasil
A Dongfeng prepara sua entrada no mercado brasileiro com o DFM Box Urban, compacto elétrico que será apresentado em agosto, durante o Festival Interlagos. A fabricante usará a marca DFM no país e também planeja vender o SUV Vigo.
O Box já foi visto em testes no Brasil e chega com 4,02 metros de comprimento, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura. O entre-eixos de 2,66 m ocupa boa parte da carroceria e ajuda a aproveitar melhor o espaço interno, enquanto o desenho minimalista segue a linha dos elétricos urbanos chineses.

O motor elétrico produz 94 cv e 16,3 kgfm, números compatíveis com o uso diário entre semáforos, congestionamentos e estacionamentos apertados. A DFM ainda não divulgou aceleração, velocidade máxima ou desempenho em rodovias da configuração brasileira.
Bateria maior deve ser escolhida para o Brasil
Na China, o Box pode usar uma bateria de 31,45 kWh, associada a 330 km de autonomia, ou outra de 42,3 kWh, que alcança 430 km. As duas medições seguem o ciclo CLTC, considerado mais otimista, por isso não podem ser comparadas diretamente com os resultados do Inmetro, revelou o Estadao.

A expectativa é que o Brasil receba a bateria de 42,3 kWh, usada também na versão vendida em Portugal. A autonomia brasileira ainda precisará ser divulgada, dado importante para saber quantos dias o motorista poderá rodar antes de procurar um carregador.
Preço colocará o Box diante dos elétricos mais vendidos
O DFM Box Urban disputará compradores com BYD Dolphin, BYD Dolphin Mini e Geely EX2. O preço oficial ainda não foi anunciado, mas a faixa entre R$ 110 mil e R$ 120 mil é tratada como necessária para o modelo entrar na briga sem começar em desvantagem.

O porta-malas comporta 326 litros, volume suficiente para compras, malas pequenas e a rotina de uma família. A cabine terá central multimídia de 12,8 polegadas, câmera com visão de 360 graus, carregador de celular por indução e banco do motorista com aquecimento e ventilação.
O pacote de segurança inclui monitoramento de permanência em faixa, controle de cruzeiro adaptativo, alerta de ponto cego e sistema capaz de verificar sinais de cansaço ou distração. São equipamentos que podem aliviar viagens e congestionamentos, embora o motorista continue responsável pelo controle do veículo.

A DFM ainda precisa revelar o preço, a autonomia medida pelo Inmetro, a garantia da bateria e a estrutura de vendas e assistência no país. Sem esses dados, os 430 km do ciclo chinês e a faixa estimada entre R$ 110 mil e R$ 120 mil continuam sem confirmação para o comprador brasileiro.
“O Box Urban parece ter sido desenhado por alguém que conhece a dificuldade de estacionar, carregar compras e enfrentar o trânsito. Os 94 cv não prometem heroísmo, mas o preço entre R$ 110 mil e R$ 120 mil será o teste que realmente importa.” – Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo

































