Caso Nelson Wilians: Rolls-Royce Phantom de R$ 11 milhões é o carro mais caro já apreendido pela PF
A apreensão de um Rolls-Royce Phantom 2024 em São Paulo pela Polícia Federal trouxe à tona não apenas o avanço das investigações contra fraudes bilionárias no INSS, mas também o impacto simbólico de ver um dos automóveis mais sofisticados do planeta associado a um caso de corrupção. Avaliado em R$ 11 milhões, o modelo de luxo pertencente ao advogado Nelson Wilians tornou-se o carro mais caro já retido pela corporação, evidenciando a dimensão financeira das apurações.
Pontos Principais:
- PF apreende Rolls-Royce Phantom 2024 avaliado em R$ 11 milhões.
- Modelo tem motor V12 de 571 cv e interior altamente personalizado.
- Operação Cambota investiga fraudes bilionárias no INSS.
- Advogado Nelson Wilians nega envolvimento e afirma colaborar.
O Phantom é considerado o ápice da tradição da Rolls-Royce, que desde 1925 mantém a linha como referência máxima em exclusividade. Em sua oitava geração, lançada em 2017 e atualizada em 2024, o sedã exibe o emblema “Spirit of Ecstasy” e carrega sob o capô um motor V12 biturbo de 6,75 litros, com 571 cv e 91,8 kgfm de torque. Esse conjunto, aliado ao câmbio automático de oito marchas que antecipa trocas via GPS, permite que o carro de quase 2,6 toneladas alcance 100 km/h em pouco mais de cinco segundos.

A sofisticação vai além do desempenho. O interior é desenhado sob medida para cada cliente, com opções quase ilimitadas de couro, madeira e metais nobres. Um dos recursos mais exclusivos é a chamada Gallery, que permite inserir obras de arte no painel. Bancos com massagem, mesas retráteis, geladeira integrada e o isolamento acústico que torna o Phantom um dos carros mais silenciosos do mundo reforçam o status de ícone. O teto estrelado Starlight Headliner, feito com fibras ópticas que simulam o céu noturno, completa a experiência única.
Nos Estados Unidos, o modelo parte de US$ 503 mil, mas o valor cresce com personalizações que podem incluir pinturas exclusivas e acabamentos únicos. No Brasil, o preço de importação pode variar entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões, mas no caso do veículo apreendido, o custo superou essas cifras, chegando a R$ 11 milhões em função do grau de customização. O episódio reforça a distância entre um bem de consumo tão restrito e a realidade econômica dos brasileiros afetados pelo esquema investigado.

A Operação Cambota revelou um sistema que utilizava associações de fachada para realizar descontos ilegais em aposentadorias e pensões. Entre os alvos estão o empresário Maurício Camisotti, ligado ao setor de seguros, e o advogado Nelson Wilians. O Coaf apontou movimentações suspeitas entre 2019 e 2023 envolvendo o escritório de Wilians, que também ganhou notoriedade por sua exposição nas redes sociais. Com 1,5 milhão de seguidores, ele compartilha imagens de viagens, lanchas e carros de luxo, consolidando uma imagem de ostentação pública.
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Além da vida pessoal exibida online, Wilians é conhecido no meio jurídico e político. Em 2024, prestou serviços à campanha de Pablo Marçal à prefeitura de São Paulo, recebendo R$ 10 mil. Durante as buscas em sua residência e escritório, a PF encontrou dezenas de obras de arte, reforçando o contraste entre o patrimônio acumulado e as suspeitas levantadas pelas autoridades. A investigação, segundo a corporação, busca entender a amplitude das conexões entre Wilians, Camisotti e outras figuras envolvidas.
A defesa do advogado nega irregularidades e afirma que os valores investigados se referem à compra de um terreno vizinho à sua casa, sem qualquer ligação com o esquema de fraudes. Ressalta ainda que ele tem colaborado com as autoridades e que a medida judicial é apenas investigativa. Apesar das alegações, a apreensão do Rolls-Royce Phantom transformou o caso em um marco de visibilidade, não apenas pelo valor recorde do veículo, mas pelo que ele simboliza em um país onde a desigualdade e o uso indevido de recursos públicos seguem em evidência.
Fonte: Timesbrasil e AutoEsporte.


































