MC Poze Preso hoje: Entenda o motivo da prisão do cantor no Rio de Janeiro

O cantor MC Poze do Rodo foi preso sob suspeita de ligação com a facção Comando Vermelho, em shows realizados no Complexo do Alemão e na Cidade de Deus, sempre com traficantes armados em meio ao público. As investigações apontam que, além dos shows, rifas ilegais de veículos de luxo e transferências em Pix financiavam o tráfico, sem transferência real de propriedade. A polícia trabalha para identificar todos os envolvidos e confirmar o elo entre a música e o crime.
Publicado por em Famosos dia

Siga o Carro.blog.br no Google e receba notícias automotivas exclusivas!

MC Poze do Rodo, conhecido por seu nome verdadeiro Marlon Brendon Coelho Couto, foi preso no Rio de Janeiro, segundo informações da polícia, por suspeita de envolvimento direto com o Comando Vermelho, facção que domina parte das comunidades cariocas. As investigações realizadas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes apontam que o cantor tem uma ligação sólida com integrantes do grupo, sendo figura constante em eventos nas comunidades, onde armas de grosso calibre e a presença ostensiva de traficantes eram uma cena comum. A polícia investiga como essas apresentações e a postura do funkeiro contribuíram para fortalecer a atuação criminosa e para a lavagem de dinheiro oriunda do tráfico.

Pontos Principais:

  • MC Poze do Rodo foi preso por suspeita de ligação com o Comando Vermelho.
  • Shows ocorriam em comunidades dominadas pelo tráfico e com traficantes armados.
  • Polícia investiga lavagem de dinheiro por meio de rifas ilegais de veículos de luxo.
  • Autoridades buscam esclarecer como a música virou fachada para o crime.

De acordo com o que foi apurado, MC Poze realizava shows em locais controlados pela facção, como o Complexo do Alemão e a Cidade de Deus, locais historicamente marcados pela violência e pela atuação de traficantes armados. Durante as apresentações, sempre havia grande quantidade de fuzis e armas pesadas expostas, enquanto Poze cantava músicas que, segundo a polícia, iam além da liberdade de expressão, promovendo a cultura do crime. A suspeita das autoridades é que essas festas ajudavam a criar um ambiente de legitimação e fortalecimento da facção, servindo como vitrine do poder da organização criminosa.

MC Poze do Rodo foi preso no Rio de Janeiro por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho, que domina áreas como Complexo do Alemão e Cidade de Deus.
MC Poze do Rodo foi preso no Rio de Janeiro por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho, que domina áreas como Complexo do Alemão e Cidade de Deus.

A investigação da polícia também identificou que Poze participava de rifas que ofereciam veículos de luxo e transferências de dinheiro via Pix, com valores que podiam chegar a R$ 200 mil. Essas rifas seriam utilizadas para lavar dinheiro proveniente do tráfico, já que a documentação dos automóveis nunca era repassada aos supostos vencedores. As autoridades suspeitam que esse esquema ilegal era uma forma de movimentar recursos de maneira disfarçada, criando a aparência de legalidade e mascarando a origem criminosa do dinheiro.

Os investigadores afirmam que, embora os sorteios usassem como referência a Loteria Federal para simular credibilidade, não havia qualquer auditoria oficial, reforçando a desconfiança de fraude e manipulação. Essa estratégia serviria para dar aparência de legalidade, mas ao mesmo tempo permitiria o fortalecimento financeiro da facção e garantiria que Poze continuasse fazendo shows em áreas controladas por traficantes, reforçando o poder da organização. Essa prática de rifas ilegais está no centro das investigações, que buscam confirmar a lavagem de dinheiro e a participação do cantor no esquema.

Além das suspeitas que recaem sobre as rifas, a polícia também chamou atenção para o comportamento do funkeiro nas redes sociais, onde ele comemorou a decisão judicial que determinou a devolução de veículos e joias apreendidos durante uma operação anterior. Esses bens de luxo, que incluem carros de marcas como Land Rover, BMW e Honda HR-V, foram restituídos pelo juiz Thales Nogueira, em decisão parcial que atendeu aos pedidos da defesa do cantor e de sua esposa, Viviane. Para a polícia, o episódio fortalece a tese de que Poze está diretamente envolvido em práticas ilegais ligadas à facção.

As festas promovidas com a presença do artista e a ostentação de armamentos são vistas pela polícia como momentos em que a facção exibe sua força e amplia seu domínio nas comunidades. A suspeita é que a música e a imagem de Poze funcionem como ferramenta de propaganda do Comando Vermelho, usando a cultura e o entretenimento como fachada para atividades ilícitas e expansão territorial. O fato de Poze sempre estar em eventos onde o tráfico exibe seu arsenal cria um elo suspeito e direto com a atuação criminosa.

O inquérito segue em andamento e a polícia trabalha para identificar todos os envolvidos no esquema, buscando consolidar provas que mostrem como a ligação do cantor com o Comando Vermelho vai além da música. As investigações querem entender como os shows de MC Poze se tornaram um instrumento de poder e influência da facção, misturando arte e crime em um cenário de violência e domínio territorial. O caso expõe uma realidade onde a cultura de massa se entrelaça com o crime organizado, criando um ambiente onde a música se transforma em propaganda e as comunidades vivem sob o signo do medo e da força das armas.

Fonte: Folha e Metropoles.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.