Nissan acelera indústria 4.0 na América Latina com IA, MIT e conectividade recorde nas fábricas

Entre IA no Brasil, líderes no MIT e fábricas conectadas no México, a Nissan redesenha a produção automotiva com eficiência e menos impacto ambiental.
Publicado por em Negócios dia | Atualizado em
Nissan acelera indústria 4.0 na América Latina com IA, MIT e conectividade recorde nas fábricas

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A Nissan está mexendo as peças para transformar suas fábricas da América Latina em laboratórios de futuro. O papo é indústria 4.0: automação, inteligência artificial, sensores em cada canto e até supervisores acompanhando a linha de produção por vídeos ao vivo. O resultado é um ecossistema conectado que já começa a mudar o jeito de fazer carro.

Pontos Principais:

  • Conectividade industrial subiu de 60% para 79% no México em apenas um ano.
  • Inteligência artificial no Brasil evitou prejuízos de até 700 mil dólares.
  • Monitoramento de energia reduziu custos de manufatura em mais de 20%.
  • Líderes foram treinados pelo MIT para acelerar transformação digital.
  • Projeto Smart E-tools no México virou referência em inovação aplicada.

No México, as plantas da marca abraçaram o SIRI — índice do Fórum Econômico Mundial que mede prontidão digital — como bússola para guiar as mudanças. De 2023 para 2024, a conectividade interna saltou de 60% para 79%. Parece número frio, mas na prática significa menos tempo perdido em falhas, manutenção preditiva entrando em ação e processos que andam sozinhos com mais confiança.

A produção do novo Nissan Kicks em Resende/RJ marca a chegada da indústria 4.0 ao Brasil, com fábricas mais conectadas, eficiência energética e tecnologia de ponta na linha automotiva.
A produção do novo Nissan Kicks em Resende/RJ marca a chegada da indústria 4.0 ao Brasil, com fábricas mais conectadas, eficiência energética e tecnologia de ponta na linha automotiva.

O investimento não ficou só em máquinas. Mais de 20 líderes da Nissan passaram pelo crivo do MIT, em Boston, para aprender “power skills” que vão muito além da planilha: liderança adaptativa, pensamento estratégico e design thinking. A ideia é preparar chefes que consigam decifrar dados em tempo real e tomar decisões rápidas sem travar a engrenagem da fábrica.

No Brasil, a aposta foi jogar a inteligência artificial na cadeia de suprimentos. Em Resende, o sistema consegue prever quando uma peça pode atrasar e já aciona planos alternativos antes do problema estourar. Em dólares, isso significa evitar prejuízos que poderiam bater na casa dos 700 mil. É como ter um Waze que mostra buracos antes mesmo de alguém cair neles.

Mais de 20 líderes da Nissan foram treinados em Boston, no MIT, aprendendo pensamento estratégico e design thinking para a gestão digital das fábricas.
Mais de 20 líderes da Nissan foram treinados em Boston, no MIT, aprendendo pensamento estratégico e design thinking para a gestão digital das fábricas.

A fábrica brasileira também instalou um centro de monitoramento de energia, com mais de 250 pontos de medição espalhados por água, gás e eletricidade. A plataforma centraliza tudo, corta mais de 20% dos custos em áreas-chave e ainda derruba emissões de CO2. Um controle remoto que não serve para trocar de canal, mas para vigiar de perto a pegada ambiental.

E no meio desse caldeirão de inovação, surgem projetos de gente de dentro, como o Smart E-tools, criado por colaboradores do México em parceria com institutos locais. O esquema virou referência pelo impacto direto no negócio e mostra que a revolução digital da Nissan não está vindo só de cima: tem trabalhador de chão de fábrica hackeando a própria rotina e transformando a indústria em algo mais ágil, mais esperto e, principalmente, mais humano.

Fonte: Nissan.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.