Tesla em queda e Starlink perde contratos: resistência contra Elon Musk cresce na era Trump

O cenário econômico e político atual tem gerado impactos significativos sobre as maiores fortunas do mundo. A queda no valor das ações de empresas de tecnologia reflete a incerteza dos investidores em relação ao futuro do setor sob o novo governo dos Estados Unidos. Elon Musk tem sido o empresário mais afetado, com prejuízos acumulados devido à desvalorização da Tesla, às dificuldades enfrentadas pela Starlink e às repercussões de seu envolvimento político. Outros magnatas, como Jeff Bezos e Sergey Brin, também registraram perdas expressivas.
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A volatilidade dos mercados financeiros no segundo mandato de Donald Trump tem sido acompanhada de perto por investidores e analistas, refletindo diretamente no patrimônio dos maiores bilionários do mundo. A reação do mercado às políticas do governo e às condições macroeconômicas tem resultado em perdas significativas para os principais nomes do setor de tecnologia e inovação.

Pontos Principais:

  • As fortunas dos bilionários foram impactadas pela volatilidade do mercado e políticas econômicas de Trump.
  • Elon Musk perdeu US$ 145 bilhões, enquanto a Tesla enfrenta rejeição de consumidores na Europa e China.
  • Empresas como Amazon, Alphabet e Meta sofreram desvalorização no mercado.
  • A Starlink pode perder contratos estratégicos devido a questões políticas e concorrência crescente.

Entre os mais impactados está Elon Musk, cuja fortuna sofreu uma retração expressiva, acompanhando a desvalorização da Tesla. A fabricante de veículos elétricos perdeu valor de mercado em meio à queda de vendas na Europa e na China, onde consumidores têm demonstrado resistência ao posicionamento político do empresário. Além disso, a Starlink, um dos negócios mais promissores de Musk, enfrenta desafios com a possível perda de contratos governamentais.

Tesla enfrenta boicotes internacionais, mercado financeiro 2025, impacto político sobre Elon Musk, queda de ações de tecnologia, crise na Starlink, desvalorização da Tesla, incerteza no setor de tecnologia, regulação de gigantes da tecnologia, futuro do mercado financeiro global, reações do mercado à política de Trump - Imagem gerada por IA.
Tesla enfrenta boicotes internacionais, mercado financeiro 2025, impacto político sobre Elon Musk, queda de ações de tecnologia, crise na Starlink, desvalorização da Tesla, incerteza no setor de tecnologia, regulação de gigantes da tecnologia, futuro do mercado financeiro global, reações do mercado à política de Trump – Imagem gerada por IA.

Além de Musk, outros empresários viram suas fortunas encolherem nos últimos meses. Jeff Bezos, Sergey Brin, Mark Zuckerberg e Bernard Arnault estão entre os magnatas que experimentaram perdas expressivas. A instabilidade do mercado, combinada com incertezas políticas e mudanças regulatórias, tem redefinido o cenário global para grandes corporações e seus acionistas.

Reação do mercado e perdas bilionárias

Desde a posse de Donald Trump, as ações das principais empresas de tecnologia têm sofrido forte volatilidade, resultando na redução de patrimônios individuais de alguns dos empresários mais ricos do mundo. A perda acumulada entre os cinco mais afetados chega a US$ 210 bilhões.

O impacto mais severo foi sobre Elon Musk, cuja fortuna encolheu US$ 145 bilhões. A Tesla, que já foi uma das empresas mais valorizadas do mercado, perdeu quase metade de seu valor em 2025, refletindo o enfraquecimento da demanda e a reação negativa dos investidores. A desvalorização também afetou a SpaceX e a Starlink, que enfrentam desafios operacionais e políticos.

Jeff Bezos viu US$ 31 bilhões serem reduzidos de seu patrimônio, reflexo da queda de 15% no valor das ações da Amazon. Sergey Brin, cofundador da Alphabet, perdeu US$ 23 bilhões após a empresa ser alvo de novas pressões regulatórias nos Estados Unidos. Já Mark Zuckerberg e Bernard Arnault registraram perdas de US$ 8 bilhões e US$ 5 bilhões, respectivamente, diante da oscilação das ações da Meta e da LVMH.

O papel da política na desvalorização das empresas

As políticas econômicas do governo Trump têm sido apontadas como um dos fatores que impulsionaram a recente turbulência nos mercados financeiros. A adoção de medidas protecionistas e a imposição de tarifas sobre importações geraram incerteza entre investidores, enquanto a perspectiva de uma recessão tem levado a revisões nas projeções de crescimento.

O envolvimento de Musk em temas políticos tem impactado diretamente a Tesla, que viu suas vendas despencarem na Europa. O mercado alemão, um dos principais para a fabricante de veículos elétricos, registrou uma retração de 70% nas vendas da companhia. Na China, segundo maior mercado da Tesla, os embarques caíram 49% no último mês.

As ações da Tesla também sofreram com a instabilidade do mercado acionário dos EUA. O índice Nasdaq recuou 4% em um único dia, impulsionado pelo temor de que as políticas tarifárias do governo possam desencadear uma desaceleração econômica mais ampla.

O futuro das empresas de tecnologia e inovação

A crescente regulação do setor de tecnologia tem adicionado um novo fator de incerteza para grandes corporações. A Alphabet, por exemplo, enfrenta um processo do Departamento de Justiça dos EUA, que pode resultar na fragmentação da empresa para reduzir sua dominância no mercado de buscas.

A Amazon, por sua vez, segue lidando com um ambiente de negócios cada vez mais volátil. Mesmo após tentativas de reaproximação entre Bezos e Trump, as ações da companhia continuam em queda, demonstrando a cautela dos investidores em relação ao futuro da empresa.

A Meta, apesar de ter registrado ganhos nos primeiros meses do ano, perdeu parte desse avanço. O impacto foi sentido diretamente por Mark Zuckerberg, que viu sua fortuna ser reduzida em meio à volatilidade das ações da companhia.

O impacto da crise sobre a Tesla e a Starlink

A Tesla enfrenta um dos períodos mais desafiadores desde sua ascensão ao status de líder no setor de veículos elétricos. A forte queda no valor de mercado da companhia reflete a perda de confiança dos investidores e a retração das vendas. O preço das ações caiu de US$ 480 para US$ 222, reduzindo o valor de mercado da empresa em mais de US$ 700 bilhões.

Além disso, a Starlink, uma das apostas estratégicas de Musk, enfrenta obstáculos políticos e comerciais. O governo de Ontário anunciou a rescisão de contratos com a empresa, enquanto a Polônia e a Itália reavaliam a continuidade de suas parcerias. O posicionamento de Musk em relação à Ucrânia e à OTAN tem gerado receios entre autoridades europeias, levando ao redirecionamento de contratos para concorrentes.

A Eutelsat, empresa franco-britânica de telecomunicações, surge como uma alternativa viável à Starlink. Suas ações dispararam 390% após a recente reunião entre Trump e Zelenski, indicando um possível reposicionamento do mercado de telecomunicações por satélite na Europa.

Os desafios do envolvimento político de Musk

O envolvimento de Elon Musk na administração Trump tem gerado repercussões em seus negócios. Nomeado para liderar o Departamento de Eficiência Governamental, ele tem se dedicado à redução de gastos públicos, ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldades na gestão de suas empresas.

A Tesla continua sendo alvo de boicotes e protestos em diversos países, refletindo o descontentamento de consumidores com o alinhamento político do empresário. As manifestações resultaram na destruição de veículos da marca e na redução da demanda em mercados estratégicos.

O X, rede social adquirida por Musk, também foi alvo de ataques cibernéticos. O empresário afirmou que os servidores envolvidos no ataque estavam localizados na Ucrânia, mas especialistas apontam que a real origem pode ter sido mascarada. O episódio adiciona mais um fator de incerteza para o futuro da plataforma.

Fonte: Wsj, Folha, Theguardian e InfoMoney.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.