Greve na USP começa dia 14 e funcionários pressionam por reajuste de R$ 1,6 mil
Greve na USP começa dia 14 após bônus de R$ 4,5 mil a docentes gerar reação de servidores
Funcionários da Universidade de São Paulo aprovaram greve por tempo indeterminado, com início marcado para o dia 14 de abril, em reação direta ao pagamento mensal de R$ 4,5 mil concedido exclusivamente a docentes em regime de dedicação exclusiva.
A decisão foi tomada por unanimidade em assembleia organizada pelo Sintusp, sindicato que representa os trabalhadores da universidade, e expõe um conflito interno sobre política salarial e distribuição de benefícios.
Por que os funcionários da USP decidiram entrar em greve?
A paralisação foi motivada pela criação de uma gratificação voltada apenas a professores, deixando de fora os servidores não docentes. O bônus, anunciado em março pelo reitor Aluísio Segurado, contempla cerca de 88% dos docentes da instituição.
Segundo a reitoria, o objetivo é estimular atividades em ensino, pesquisa, inovação, cultura, extensão e gestão. O benefício pode ser pago por até dois anos, dependendo do desempenho dos projetos.
Já o sindicato classifica o pagamento como um penduricalho, apontando que a medida tenta compensar perdas salariais históricas sem resolver a questão estrutural.
Qual é a principal reivindicação dos servidores?
O grupo exige um reajuste fixo de R$ 1,6 mil para todos os cerca de 13 mil funcionários da universidade. De acordo com o Sintusp, o impacto financeiro dessa proposta é semelhante ao custo do bônus destinado aos professores, mesmo sendo direcionado a um número maior de trabalhadores.
Além disso, os servidores pedem a manutenção da decisão que impede o desconto em folha das horas não trabalhadas durante o recesso de fim de ano, entre Natal e Ano Novo.
- Reajuste de R$ 1,6 mil para todos os servidores
- Fim da desigualdade entre docentes e não docentes
- Manutenção de direitos sobre horas de recesso
A greve pode afetar estudantes e atividades da universidade?
O movimento tende a ganhar maior dimensão com a possível adesão de estudantes. O Diretório Central de Estudantes convocou paralisação para o mesmo dia 14 e realiza reuniões internas para definir o nível de mobilização.
A paralisação pode impactar diretamente serviços administrativos, funcionamento de unidades e parte das atividades acadêmicas, dependendo da adesão ao movimento.
Até o momento, a reitoria não se manifestou oficialmente sobre a greve. O sindicato aguarda uma sinalização para abertura de negociação antes do início da paralisação, mas mantém a mobilização ativa.














