Salão do Automóvel 2025 São Paulo: Evento automotivo conquista destaque mesmo sem gigantes do setor

O Salão do Automóvel 2025 confirma 25 marcas, busca atrair fabricantes de luxo e espera até 700 mil visitantes, apesar da ausência de gigantes como Volkswagen e Chevrolet.
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O Salão do Automóvel de São Paulo volta em 2025 cercado de expectativas e também de controvérsias. Após sete anos sem realização, o evento confirma 25 marcas, incluindo nomes tradicionais como Fiat, Toyota, Honda, Jeep e Renault, além de novas protagonistas como BYD, GWM e Leapmotor. Em apenas dois dias, foram vendidos 25 mil ingressos, sinalizando a força do interesse do público.

Pontos Principais:

  • O Salão do Automóvel 2025 será realizado de 22 a 30 de novembro em São Paulo.
  • Até agora, 25 marcas confirmaram participação, incluindo estreias chinesas.
  • Lexus e Denza são as únicas marcas de luxo presentes até o momento.
  • Estimativa de público varia entre 50 mil e 70 mil pessoas por dia.
  • Preço aproximado: R$ 100 mil em ingressos vendidos até agora.

A ausência de gigantes como Volkswagen, Chevrolet, Ford e Nissan contrasta com a tentativa de trazer marcas de luxo. Lexus e Denza, esta última uma submarca da BYD, já confirmaram presença, enquanto BMW e Audi desistiram das negociações. Mercedes-Benz não respondeu, e Porsche, Volvo e Jaguar Land Rover já haviam anunciado que ficariam de fora. O chamado Dream Lounge, espaço dedicado a supercarros, funcionará como vitrine independente, sem ligação direta com fabricantes.

Grandes nomes como Volkswagen, Chevrolet e Ford estão de fora, mas a presença de BYD, GWM e outras chinesas mostra a mudança no mapa automotivo brasileiro.
Grandes nomes como Volkswagen, Chevrolet e Ford estão de fora, mas a presença de BYD, GWM e outras chinesas mostra a mudança no mapa automotivo brasileiro.

A organização espera atrair entre 50 mil e 70 mil visitantes por dia, totalizando até 700 mil pessoas ao longo dos nove dias de evento, de 22 a 30 de novembro. Em 2018, a última edição reuniu 742 mil visitantes em 11 dias, número que serve de referência para medir o impacto da retomada.

Um ponto de divergência envolve a montagem de estandes. A RX, organizadora, assegura que todas as marcas terão áreas de exposição. Já a Anfavea admite que algumas optarão apenas por disponibilizar test-drives, sem montar grandes estruturas nos pavilhões. A estratégia reduz custos e mostra como o modelo de participação está sendo adaptado às realidades de cada fabricante.

Outro destaque é a pista de experiências dinâmicas, que será instalada dentro do Anhembi, nos moldes do Salão de Detroit. Em 2018, a pista havia sido criada do lado externo do São Paulo Expo, mas agora a proposta busca oferecer maior integração entre exposição e prática.

Os custos de participação se tornaram uma polêmica à parte. Fontes ligadas às fabricantes apontam aumento nos gastos com estandes mais sofisticados do que o previsto inicialmente. A Anfavea nega, e a RX afirma que os espaços são modulares, permitindo ajustes conforme estratégia e orçamento das empresas.

A lista de confirmados é diversa e revela a transformação do mercado brasileiro. Além das marcas tradicionais, o público poderá conhecer produtos de fabricantes chineses em ascensão, como Geely, Omoda Jaecoo e GAC, em meio a uma competição que promete não apenas lançamentos, mas também debates sobre tecnologia, eletrificação e futuro da mobilidade no país.

Fonte: Salaodoautomovel e AutoEsporte.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.