O BYD Seal 2024, sedan 100% elétrico lançado no Brasil por R$ 296.800, já aparece no mercado de usados com queda pesada de preço, enquanto a Tabela Fipe de julho de 2026 aponta valor médio de R$ 205.580,00 para o modelo (Código Fipe: 095008-4).
A perda em relação ao preço de lançamento chega a cerca de 31,1% pela Fipe, mas a queda fica maior nos classificados, onde há unidades anunciadas entre R$ 175 mil e R$ 185 mil, faixa que leva a desvalorização para perto de 41%. Em anúncios da Webmotors e OLX, é possível notar a desvalorização.
Mesmo mais barato no mercado de seminovos, o BYD Seal mantém o conjunto que chamou atenção no lançamento, com dois motores elétricos, tração integral, 530 cv de potência combinada e torque de 60,2 kgfm.
Esse pacote leva o sedan de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos, número de esportivo caro, mas agora em um carro que aparece abaixo de R$ 200 mil em anúncios de usados, dependendo do estado, quilometragem e negociação.
A bateria tem 82,5 kWh e autonomia oficial de até 372 km, suficiente para o uso urbano e para viagens curtas ou médias, desde que o dono tenha planejamento de recarga e não dependa sempre de carregador público.
O Seal também tem porte de carro grande, com 4,80 m de comprimento, 1,87 m de largura, 1,46 m de altura e entre-eixos de 2,92 m, o que explica o bom espaço interno e o peso de sedan premium no uso diário.
O pacote de segurança inclui oito airbags, controles de estabilidade e tração, câmera 360 graus, frenagem automática de emergência, alerta de colisão dianteira e traseira, piloto automático adaptativo, assistente de faixa e monitoramento de tráfego cruzado.
Na cabine, o modelo traz central multimídia giratória de 15,6 polegadas, painel digital de 10,2 polegadas, som Dynaudio com 12 alto-falantes, dois carregadores por indução, teto solar panorâmico, bancos com ajustes elétricos, faróis full LED e rodas de 19 polegadas.
A garantia de até oito anos para bateria e sistema elétrico é um argumento importante no usado, porque esse é o ponto que mais pesa na cabeça de quem compra um carro elétrico fora da concessionária.
As revisões previstas a cada 20 mil km também ajudam a reduzir visitas à oficina em comparação com muitos carros a combustão, mas a queda forte de preço mostra que o mercado brasileiro ainda cobra desconto alto para absorver elétricos usados de maior valor.