Yaris Cross 2025 e Honda WR-V vão disputar espaço no Brasil, quem vai levar a melhor?
O mês de outubro marca um capítulo decisivo no segmento de SUVs compactos de entrada no Brasil. Tanto o Toyota Yaris Cross quanto o Honda WR-V serão revelados oficialmente no período, prometendo intensificar a concorrência em um dos nichos mais dinâmicos da indústria. A disputa acontece em um mercado que já consome em larga escala modelos como Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera, e que agora verá duas marcas japonesas ampliarem a oferta com estratégias distintas, mas objetivos semelhantes.
Pontos Principais:
- Toyota Yaris Cross e Honda WR-V chegam ao Brasil em outubro de 2025.
- WR-V terá motor 1.5 flex de 126 cv e porta-malas de 458 litros.
- Ambos atuarão na faixa de R$ 120 mil a R$ 150 mil no segmento de SUVs.
- WR-V produzido em Itirapina (SP) marca início de novo ciclo da Honda.
- Disputa deve pressionar Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera.
A Toyota estreia o Yaris Cross no país como parte de uma ofensiva global que busca reforçar sua presença em mercados emergentes. O modelo chega com motorização a combustão e prepara o terreno para uma futura versão híbrida, Toyota Yaris Cross XLS Hybrid 2026 deve ser alinhado ao compromisso da marca com a eletrificação. A proposta é atender consumidores que desejam tecnologia acessível, confiabilidade e eficiência energética. O desenho robusto e urbano se soma a dimensões equilibradas para o uso diário, reforçando a vocação do modelo como alternativa para quem procura um SUV de porte compacto sem abrir mão de versatilidade.

Já o Honda WR-V retorna em sua segunda geração, após três anos de ausência. Produzido em Itirapina, no interior de São Paulo, o SUV foi completamente revisto para ganhar proporções maiores e espaço interno ampliado. Com 4,31 metros de comprimento, 2,65 m de entre-eixos e um porta-malas de 458 litros, o modelo supera parte de seus concorrentes diretos no quesito capacidade, tornando-se atraente para famílias que demandam praticidade em viagens e uso urbano. A altura livre de 22 centímetros reforça a proposta de robustez e garante versatilidade em diferentes tipos de terreno.
No campo mecânico, o WR-V aposta no motor 1.5 flex aspirado de 126 cv, combinado ao câmbio automático CVT com simulação de sete marchas. É uma escolha que privilegia economia e confiabilidade, ainda que não ofereça a agilidade de motores turboalimentados. A Toyota, por sua vez, constrói sua narrativa em torno da eficiência e da preparação para eletrificação, colocando o Yaris Cross como um passo estratégico antes da consolidação de híbridos no portfólio nacional.
Em equipamentos, os dois modelos revelam intenções claras de seduzir consumidores conectados. O Honda disponibiliza, já na versão EX, multimídia de 10,25 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, painel digital de 7 polegadas, seis airbags, câmera de ré e rodas de até 17 polegadas. A EXL amplia a lista com pacote Honda Sensing de assistências à condução, bancos de couro e carregador sem fio. O Yaris Cross deverá vir igualmente bem equipado, reforçando a tradição da Toyota em oferecer soluções práticas e tecnologia embarcada competitiva.
Na precificação, a disputa será direta. O WR-V terá valores projetados entre R$ 120 mil e R$ 150 mil, posicionando-se abaixo do HR-V e em linha com a faixa onde o Yaris Cross deve se inserir. Esse recorte de preços revela a busca por um mesmo público: consumidores que desejam migrar de hatches e sedãs para SUVs compactos, em busca de status, posição de dirigir mais elevada e maior espaço interno. A proximidade nas etiquetas deve tornar a escolha dependente de atributos como design, conectividade, segurança e tradição de marca.
O confronto entre Honda e Toyota no segmento de entrada tem potencial para redefinir a hierarquia dos SUVs compactos no país. A Honda se apoia em porte e espaço, enquanto a Toyota aposta na força de sua rede consolidada e na promessa de eletrificação. Ao mesmo tempo, rivais como Fiat, Renault e Volkswagen precisarão reposicionar suas estratégias para não perder relevância em um mercado que, a partir de outubro, ficará ainda mais competitivo.


































