A Nissan vai lançar o X-Trail e-Power e-4orce no Brasil entre janeiro e fevereiro de 2027, em uma configuração híbrida, 4×4 e com sete lugares, combinação que coloca o SUV médio em uma faixa acima do Kicks e mais perto de modelos como o Toyota RAV4.
O modelo apresentado pela marca em evento recente teve o interior fechado e os vidros escurecidos, mas a versão destinada ao mercado brasileiro será diferente da lançada no México, onde o X-Trail híbrido chegou apenas com cinco lugares.
No Brasil, o X-Trail virá com três fileiras de bancos, sete assentos e tração integral, usando o sistema e-Power e-4orce, já vendido em outros mercados, com motor a combustão trabalhando apenas para gerar energia.
O conjunto usa um motor 1.5 turbo a gasolina, de quatro cilindros, com 144 cv e 25,5 kgfm, que não move diretamente as rodas, a função dele é alimentar a bateria de 1,85 kWh, responsável por enviar energia aos motores elétricos.
Na configuração 4×4, há um motor elétrico no eixo dianteiro e outro no traseiro, o da frente entrega 204 cv e 33,7 kgfm, enquanto o traseiro tem 136 cv, com potência combinada de 216 cv e torque máximo de 33,7 kgfm.
Segundo a Nissan, o X-Trail e-Power e-4orce acelera de 0 a 100 km/h em 7 segundos e tem velocidade máxima limitada a 180 km/h, com transmissão direta, já que a tração é feita pelos motores elétricos.
A bateria pequena limita a rodagem sem o motor a combustão, por isso o SUV não funciona como um híbrido plug-in de grande autonomia elétrica, o consumo informado no ciclo europeu é de 15,6 km/l.
A diferença fica clara diante do Leapmotor C10, outro híbrido em série vendido no Brasil, que usa bateria de 28,4 kWh e consegue rodar até 111 km sem acionar o motor a combustão, enquanto o X-Trail depende mais vezes do gerador a gasolina.
O Nissan X-Trail que virá ao Brasil não será a geração mais nova apresentada no Japão, mas o modelo lançado em 2021, com dianteira em forma de V, faróis divididos em dois níveis, rodas de 19 polegadas na versão Platinum e lanternas traseiras escurecidas após a atualização recente.
Por dentro, a cabine segue uma linha parecida com a do Nissan Sentra, com quadro de instrumentos digital, central multimídia flutuante de 12,3 polegadas e console central elevado, mantendo botões físicos para funções importantes.
A lista de equipamentos inclui ar-condicionado digital de três zonas, bancos dianteiros com ajustes elétricos, seletor com 11 modos de condução e pacote Adas com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência e alerta de saída de faixa com correção no volante.
Segundo o AutoEsporte, nas medidas, o X-Trail tem 4,69 m de comprimento, 2,71 m de entre-eixos, 1,84 m de largura e 1,70 m de altura, números que o colocam entre os SUVs médios, embora o espaço para bagagem mude bastante conforme o uso dos bancos.
Com as três fileiras levantadas, o porta-malas fica em 120 litros, volume menor que o de muitos hatches compactos, mas quando os assentos extras são rebatidos, a capacidade sobe para 485 litros.
A Nissan ainda não divulgou preço oficial para o X-Trail no Brasil, mas a expectativa é de uma tabela perto de R$ 350 mil, mesma faixa ocupada pelo Toyota RAV4, com lançamento previsto para o começo de 2027.
“O X-Trail é daqueles carros que parecem simples até você olhar o trem de força com calma. O motor a gasolina não empurra o carro, ele trabalha como gerador, enquanto os motores elétricos fazem o serviço pesado. É engenhoso, mas o brasileiro vai olhar também para o preço, para o porta-malas de 120 litros com sete lugares e para a distância enorme entre promessa técnica e boleto.” – Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo