Jeep Compass híbrido 2027 cresce, ganha sistema híbrido leve de 48 volts e prepara mudança pesada no Brasil
O novo Jeep Compass entrou em sua terceira geração na Europa com uma mudança grande demais para ser tratada como simples atualização visual, o SUV médio cresceu, adotou nova plataforma, ganhou versões híbridas e elétrica, e virou uma das apostas mais importantes da Stellantis para enfrentar a pressão dos SUVs chineses.
A nova geração usa a plataforma STLA Medium, lançada na Europa em 2025, e deve chegar à produção brasileira em Goiana, Pernambuco, a partir de 2028, dentro do plano de investimento de R$ 32 bilhões da Stellantis para a América do Sul até o fim da década.
O Compass ficou maior em pontos que pesam no uso familiar, agora mede 4,55 metros de comprimento, 1,93 m de largura e 2,80 m de entre-eixos, números que representam avanço de 15 cm no comprimento, 8,5 cm na largura e 16 cm entre os eixos dianteiro e traseiro em relação ao modelo vendido hoje no Brasil.

Esse crescimento aparece no banco traseiro, com mais espaço para as pernas, e também no porta-malas, que passou a 550 litros, mas o teto panorâmico ainda cobra seu preço para passageiros mais altos, já que a sobra acima da cabeça fica limitada quando a pessoa tem cerca de 1,80 m.
Compass híbrido anda como SUV maior, mas não empolga no motor
Na Europa, a versão testada é a Jeep Compass e-Hybrid, com motor 1.2 turbo de três cilindros a gasolina, sistema híbrido leve de 48 volts, motor elétrico auxiliar e câmbio automatizado de dupla embreagem com seis marchas, conjunto que entrega 145 cv e 23,4 kgfm.

O número não impressiona no papel, mas o sistema elétrico ajuda nas saídas, manobras e retomadas curtas, o que faz o Compass se comportar mais como híbrido de verdade em trechos urbanos, diferente de sistemas leves que só aparecem na ficha técnica e quase não mudam a vida de quem dirige.

No ciclo europeu WLTP, o SUV marcou 16,9 km/l em uso misto, enquanto no teste feito em estrada o consumo ficou em 11,2 km/l após 108 km rodados, diferença que mostra como o sistema tende a render melhor quando há mais para-e-anda, arrancadas e momentos de baixa velocidade.

O desempenho fica no campo do suficiente, com 0 a 100 km/h em 10,3 segundos, o mesmo tempo homologado para o Compass T270 vendido hoje no Brasil, apesar de o modelo europeu ter menos potência e pesar quase 100 kg a mais, chegando a 1.674 kg.
Interior melhora, mas rivais chineses já cobram mais cuidado
Por dentro, o Compass europeu ficou mais moderno, com painel digital de 10,25 polegadas, central multimídia de 16 polegadas, comandos físicos preservados para funções de uso frequente e acabamento mais caprichado no painel e nas portas dianteiras.

A segunda fileira tem saídas de ar, banco traseiro rebatível em 40/20/40 e posição mais alta, que melhora a visão para quem vai atrás, mas as portas traseiras sem material macio mostram um ponto sensível para a Jeep, já que alguns SUVs chineses mais baratos capricham justamente nesse detalhe percebido pelo passageiro.

Segundo a AutoEsporte, na condução, a versão híbrida leve agradou mais que a elétrica, porque a suspensão ficou mais confortável e equilibrada com rodas de 18 polegadas e pneus 225/60, enquanto o Compass elétrico testado pareceu mais duro em piso irregular, influenciado pelo peso da bateria e pelas rodas de 20 polegadas.
O novo Compass também terá versões 4×4 na Europa, com vão livre maior, controle de descida e capacidade de imersão de até 48 cm, mas no Brasil a pergunta principal será outra, a Stellantis precisará decidir se mantém o motor 1.3 turbo flex e se terá coragem de usar câmbio de dupla embreagem, ponto que costuma gerar resistência no mercado nacional.
Fotos: Stellantis.


































