A Polícia Rodoviária Federal apreendeu um Chevrolet Chevette que usava um botijão de gás de cozinha como combustível, durante fiscalização realizada na noite de 29 de março, na BR-405, em Pau dos Ferros, no interior do Rio Grande do Norte.
O botijão estava no porta-malas e tinha uma mangueira ligada diretamente ao motor, segundo a PRF, o veículo transportava o motorista, de 54 anos, e um passageiro, que seguiam de Pau dos Ferros para Taboleiro Grande por volta das 19h.
A instalação caseira usava GLP, o gás liquefeito de petróleo vendido para uso doméstico, no lugar da gasolina ou do etanol, a mangueira empregada no sistema estava rachada, o que aumentava o risco de vazamento e incêndio durante o trajeto.
O GLP não pode ser usado como combustível automotivo no Brasil e não deve ser confundido com o GNV, que tem composição diferente e pode abastecer veículos desde que a conversão siga as exigências técnicas e seja registrada nos documentos.
Nenhum automóvel vendido atualmente no país sai preparado para funcionar com botijão doméstico, por isso uma ligação direta entre o recipiente e o motor não substitui um sistema automotivo homologado, mesmo que o veículo consiga rodar.
Durante a abordagem, o condutor informou que havia ingerido bebida alcoólica e recusou o teste do bafômetro, além disso, não possuía Carteira Nacional de Habilitação e dirigia um veículo com licenciamento vencido desde 2010.
A recusa ao bafômetro é infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses, enquanto conduzir sem habilitação prevê multa de R$ 880,41 quando a conduta gera perigo de dano, conforme o enquadramento informado na ocorrência.
O Chevette também apresentava pneus em condições ruins e alteração nas características originais, irregularidades que se somaram à documentação atrasada e à instalação improvisada encontrada no compartimento de bagagem.
Segundo o G1, a PRF autuou o motorista pelas infrações constatadas e removeu o automóvel para um depósito, o veículo somente poderá ser recuperado depois que as pendências forem resolvidas e as condições exigidas pela legislação forem restabelecidas.
Além das multas, o proprietário terá de retirar a alimentação por GLP, regularizar o licenciamento acumulado desde 2010 e corrigir os demais problemas apontados na fiscalização antes de solicitar a liberação do Chevette, revelou o Mobiauto.