Ram Dakota 2026 chega ao Brasil com motor 2.2 turbodiesel e tração 4×4

A Ram decidiu ressuscitar um nome conhecido e colocar de volta na rua: Dakota. Só que agora o cenário é outro. A base vem da mesma receita que gerou a Fiat Titano e a chinesa Changan Hunter, um projeto que já rodou o mundo e, de repente, ganha sotaque portenho e promessa de briga pesada com as líderes do mercado.
Publicado por em RAM dia

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A Ram está se preparando para colocar mais um nome na disputa das picapes médias. E não é um nome qualquer: Dakota. O projeto não surgiu do nada. Ele vem de uma base que já rodou pelo mundo — a mesma da Fiat Titano e da chinesa Changan Hunter —, lapidada dentro da Stellantis com um investimento de US$ 385 milhões.

Pontos Principais:

  • Produção na Argentina, compartilhando base com a Fiat Titano.
  • Motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm.
  • Câmbio automático de 8 marchas e tração 4×4 com reduzida.
  • Design frontal e traseiro exclusivos no estilo Ram.
  • Lançamento na Argentina em dezembro de 2025.
  • Chegada ao Brasil prevista para o início de 2026.

A linha de produção será a de Córdoba, na Argentina, que já monta a Titano. Por dentro da ficha técnica, o motor é um 2.2 turbodiesel com 200 cv e 45,9 kgfm, ligado a um câmbio automático de oito marchas e tração 4×4 com reduzida e modo automático. Não é a receita mais exótica, mas é robusta o suficiente para encarar asfalto, terra e qualquer estrada de interior.

A Ram Dakota ainda não chegou ao Brasil. O lançamento está previsto para o início de 2026, após a estreia na Argentina em dezembro de 2025, com motor 2.2 turbodiesel.
A Ram Dakota ainda não chegou ao Brasil. O lançamento está previsto para o início de 2026, após a estreia na Argentina em dezembro de 2025, com motor 2.2 turbodiesel.

O design externo tenta deixar claro que não se trata de apenas trocar o logotipo. A frente tem o DNA Ram — grade larga, faróis redesenhados e postura mais imponente. As lanternas e a tampa da caçamba também são exclusivas, mesmo que por baixo muita coisa ainda seja igual à Titano.

O interior ainda é um mistério. Pode herdar o painel moderno da Hunter, com duas telas e visual limpo, ou ganhar um layout próprio para justificar a assinatura Ram. Nesse segmento, a cabine é cartão de visitas e argumento de venda. Um erro ali pode custar vendas.

Produzida em Córdoba, a Ram Dakota compartilha base com a Fiat Titano, mas aposta em design próprio para conquistar espaço no mercado.
Produzida em Córdoba, a Ram Dakota compartilha base com a Fiat Titano, mas aposta em design próprio para conquistar espaço no mercado.

O cronograma é controlado: estreia na Argentina em dezembro de 2025, e só depois cruza a fronteira para o Brasil, no início de 2026. Esse respiro dá tempo para preparar concessionárias, ajustar marketing e evitar atropelos com outros lançamentos do grupo.

Dentro da Stellantis, a base da Hunter virou uma espécie de plataforma global. Já foi Peugeot Landtrek, Fiat Titano e até Ram 1200 em alguns países. A Dakota, no entanto, quer evitar o estigma de “carro rebatizado” e se posicionar como produto com personalidade própria.

O motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm é combinado com câmbio automático de 8 marchas e tração 4x4 com reduzida e modo automático.
O motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm é combinado com câmbio automático de 8 marchas e tração 4×4 com reduzida e modo automático.

O motor turbodiesel é aposta para enfrentar concorrentes de peso como Toyota Hilux, Ford Ranger e Chevrolet S10. Potência e torque não faltam, e a tração integral com reduzida mantém o discurso off-road vivo — mesmo que, na prática, a maioria das unidades passe mais tempo em áreas urbanas.

A chegada ao Brasil reforça a presença da Ram em diferentes nichos. Hoje, a marca atua nas extremidades do mercado, com gigantes como as 2500 e 3500 de um lado e a menor Rampage do outro. A Dakota ocupa o espaço intermediário, que ainda tem espaço para crescimento.

O lançamento será na Argentina em dezembro de 2025, chegando ao Brasil no início de 2026, mirando o segmento de picapes médias.
O lançamento será na Argentina em dezembro de 2025, chegando ao Brasil no início de 2026, mirando o segmento de picapes médias.

O preço e o pacote de equipamentos vão definir o destino do modelo. Quem compra picape média hoje quer força para o trabalho, mas também espera conforto, segurança e tecnologia. É um equilíbrio delicado que separa sucesso de fracasso.

Resgatar o nome Dakota adiciona um elemento de nostalgia. A antiga picape da Dodge fez parte do cenário brasileiro e volta agora com outra proposta. A missão é manter a tradição, mas entregar um pacote que fale a linguagem atual do consumidor, de olho em quem quer algo que vá além da força bruta.

Fonte: Stellantis.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.