BYD Dolphin Mini conversível transporta Lula e Alckmin em cerimônia e surpreende público
Na quinta-feira 9 de outubro de 2025, durante a cerimônia de abertura da nova fábrica da BYD em Camaçari (BA), um fato curioso atraíu mais olhares do que a grandiosidade da infraestrutura: o Dolphin Mini conversível que transportou o presidente Lula, o vice Alckmin e o CEO global Wang Chuanfu. A conversão expressa para cumprir um papel cerimonial revela mais do que estética — evidencia intenção, capacidade técnica e escolhas simbólicas da montadora.
Pontos Principais:
- Um BYD Dolphin Mini foi adaptado em conversível para transportar Lula e Alckmin durante a inauguração da fábrica.
- O customizador Bigo Berg preservou a dianteira original e abriu apenas a parte traseira por causa do prazo curto.
- A conversão aproveitou acabamento original e foi feita com foco simbólico e de marketing institucional.
- Volkswagen e Renault também produziram versões cerimoniais internamente; a BYD terceirizou por estar em fase inicial.
A BYD, ao contratar o customizador Bigo Berg, da Rusty Barn, apostou numa solução pragmática: transformar o Dolphin Mini mantendo o máximo da estrutura e acabamento original. A parte dianteira da cabine foi preservada integralmente; apenas a traseira foi aberta para criar um “papamóvel” que circularia restrito à fábrica. A opção se baseou na limitação de tempo para reforçar o chassi ou montar tapeçarias sob medida — o trabalho “às pressas” transformou o desafio em um exercício de adaptação criativa.

Apesar da urgência, o resultado final impressionou: as linhas ascendente nas bases das janelas foram mantidas, e muitos elementos internos não sofreram intervenções profundas. Bigo Berg destaca que a qualidade dos materiais e da construção original do Dolphin Mini chamou atenção da equipe — um indicativo de que o produto de série já partia de patamares respeitáveis.
Esse veículo cerimonial não é novidade exclusiva da BYD no Brasil: a Volkswagen adaptou um Virtus Exclusive para receber Lula, reforçando o assoalho e removendo o teto, enquanto a Renault modificou um Kardian 1.6 de exportação, mantendo sua mecânica original, para a solenidade de inauguração. A diferença é que essas montadoras realizaram a conversão internamente, pela engenharia de fábrica, enquanto a BYD externalizou o projeto para um especialista, talvez refletindo seu estágio inicial de operação no país.
Na análise automotiva, esse procedimento simboliza duas vertentes: uma operação de marketing — mostrar que a marca já “fala com pompa” — e uma demonstração de adaptabilidade. Se o Dolphin Mini convertido circulou apenas dentro da fábrica, ele cumpre função simbólica, reforçando presença institucional. Mas também sugere que a BYD avalia customizações sob medida nos próximos passos, caso deseje manter apetrechos cerimoniais ou edições especiais nacionais.
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A rapidez do serviço e as limitações impostas — sem reforços estruturais e com reaproveitamento de componentes originais — expõem riscos e virtudes. Por um lado, preserva integridade de linha e segurança básica; por outro, pode limitar durabilidade em uso prolongado ou em versões evoluídas desse modelo. De qualquer forma, a escolha revela como a BYD encara o momento: entrar em cena com estilo, ousadia e pragmatismo técnico.


































