A Stellantis iniciou a produção em série do novo Jeep Avenger no Polo Automotivo de Porto Real, no Rio de Janeiro, em um movimento que marca a entrada da fábrica sul-fluminense em uma nova fase industrial, com plataforma eletrificada, segundo turno de produção e ampliação da cadeia de fornecedores na região.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, durante o evento que celebrou os 25 anos da unidade de Porto Real, onde o Avenger passa a ser produzido com tecnologia Bio-Hybrid MHEV 12V, sistema híbrido leve que combina motor a combustão com auxílio elétrico de baixa tensão.
A chegada do Avenger é tratada pela Stellantis como o principal passo do plano de R$ 3 bilhões em investimentos destinados à modernização e expansão da fábrica fluminense até 2030, dentro de um pacote maior de R$ 32 bilhões anunciado pela companhia para a região.
Na prática industrial, o carro não chega sozinho à linha de montagem, ele exige novas adaptações, mais gente na fábrica e uma rede maior de peças por perto, por isso a empresa confirmou a abertura de um segundo turno em Porto Real.
Com o aumento do volume de produção, a Stellantis informou a contratação de 800 novos colaboradores diretos para a fábrica, além da criação de 450 postos no parque de fornecedores, número que mostra que o Avenger terá impacto fora dos muros da montadora.
A empresa também anunciou a chegada de oito novos fornecedores ao parque industrial sul-fluminense, elevando para 13 o total de parceiros regionais, movimento que reduz deslocamentos logísticos, aproxima a cadeia de peças da linha de montagem e aumenta o peso de Porto Real dentro da operação nacional.
O Jeep Avenger será o primeiro veículo com tecnologia Bio-Hybrid MHEV 12V produzido na unidade de Porto Real, e também estreia uma nova plataforma eletrificada na fábrica, ponto importante para a Stellantis porque liga o polo fluminense ao programa de eletrificação da empresa no Brasil.
O sistema híbrido leve não transforma o Avenger em carro elétrico, mas coloca o modelo dentro da transição que as montadoras vêm adotando para reduzir emissões sem abandonar de imediato os motores a combustão, caminho que tende a crescer em modelos compactos e SUVs de entrada.
A Stellantis afirma que a categoria de B-SUVs cresceu quase 80% no país, dado usado pela empresa para justificar a chegada do Avenger à produção nacional, em um segmento onde preço, tamanho urbano, imagem de SUV e custo de produção pesam diretamente na briga por volume.
Para a Jeep, o Avenger também amplia a renovação da linha de SUVs no Brasil, área em que a marca construiu boa parte de sua força comercial nos últimos anos, agora com um produto menor e produzido em uma fábrica que passa a ganhar novas funções dentro do grupo.
O Polo Automotivo de Porto Real deixa de ser apenas uma unidade com histórico industrial longo e passa a receber um produto global associado à eletrificação, ao mesmo tempo em que aumenta turnos, contrata mão de obra e atrai fornecedores para a região.
A consequência direta aparece na economia local, com mais empregos dentro da fábrica, mais postos no entorno e maior demanda por peças próximas da linha de montagem, enquanto o Avenger começa sua vida brasileira como o modelo que abre o novo ciclo produtivo de Porto Real até 2030.