O Chevrolet Omega não chegou ao Brasil apenas para substituir o Opala, ele apareceu para mostrar que um carro nacional podia ter painel digital, freios ABS, suspensão independente e a serenidade de um grande sedan feito para atravessar o país.
A marca chamou o modelo de “O Absoluto”, um slogan pretensioso que acabou funcionando, porque pouca coisa produzida por aqui em 1992 reunia tanto conforto, tecnologia e presença numa carroceria tão grande.
O Chevrolet Omega chegou ao Brasil em agosto de 1992 para substituir o Opala, foi produzido em São Caetano do Sul e apresentado pela campanha Omega: absoluto.
A linha começou com o GLS 2.0 de 116 cv e o CD 3.0 de seis cilindros e 165 cv, além de painel digital, computador de bordo, freios ABS e teto solar elétrico.
Em 1993 surgiu a perua Suprema, enquanto a linha 1995 trocou os motores 2.0 e 3.0 pelas opções 2.2 de 116 cv e 4.1 de seis cilindros e 168 cv.
A produção nacional terminou em 31 de julho de 1998, após 93.282 unidades, incluindo a Suprema, a última unidade foi um Omega CD 4.1 preto com câmbio manual.
O Omega passou a ser importado da Austrália no fim de 1998, o novo modelo era derivado do Holden Commodore e vendido no Brasil somente com acabamento CD.
A primeira configuração usava motor V6 3.8 de cerca de 200 cv, câmbio automático de quatro marchas e tração traseira, mantendo o Omega entre os modelos mais caros da Chevrolet.
O modelo recebeu atualizações baseadas nas séries VT, VX e VY do Commodore, com mudanças nos faróis, na grade, nas lanternas, no acabamento e nos equipamentos de segurança.
Em 2005 chegou a atualização VZ, que substituiu o antigo V6 3.8 pelo V6 3.6 de 24 válvulas e 258 cv, acompanhado por câmbio automático de cinco marchas.
A terceira geração estreou no Brasil em julho de 2007, derivada do Holden Commodore VE, com carroceria maior, 2,91 metros entre os eixos e uma cabine mais espaçosa.
O Omega manteve a tração traseira, ganhou suspensão independente multibraço e chegou inicialmente com motor V6 3.6 de 254 cv, ligado ao câmbio automático de cinco marchas.
As importações foram interrompidas após a crise financeira de 2008, mas o modelo retornou em 2010 com a série Fittipaldi, limitada inicialmente a 600 unidades.
A última versão tinha motor V6 3.6 com injeção direta, 292 cv e câmbio automático de seis marchas, as importações terminaram em 2012 e o Omega deixou o Brasil sem sucessor direto.