Ribeirão Preto testa pátio virtual que permite deixar veículo apreendido em casa
Ribeirão Preto iniciou uma experiência inédita no trânsito brasileiro, veículos flagrados sem licenciamento ou com problemas de documentação podem permanecer sob a guarda do próprio proprietário, sem serem levados imediatamente por guincho a um pátio físico.
O chamado pátio virtual começou a ser testado pela RP Mobi em julho de 2025, com autorização da Secretaria Nacional de Trânsito, a Senatran, dentro de um ambiente regulatório criado para avaliar novas tecnologias antes de uma possível aplicação mais ampla.
Veículo fica parado e monitorado por rastreador
Durante a fiscalização, o agente de trânsito registra a infração e verifica se o automóvel está em situação que permitiria a remoção, caso o condutor aceite participar do sistema e receba autorização, um equipamento eletrônico é instalado no veículo.

O rastreador utiliza GPS e sensores capazes de identificar localização, movimentação, temperatura e tentativa de violação, o proprietário indica um endereço onde o veículo deverá permanecer parado até que todos os débitos e documentos sejam regularizados.
Ao aderir ao serviço, o condutor passa a ser o fiel depositário do próprio veículo e assina digitalmente, por aplicativo, um “Contrato de Corresponsabilidade Social e Cívica”, assumindo a obrigação de preservar o automóvel e respeitar o perímetro determinado.
A movimentação indevida do veículo representa descumprimento do acordo, além de impedir que o proprietário volte a utilizar o pátio virtual em uma fiscalização futura, danos, extravio ou falta de devolução do equipamento também podem gerar responsabilização civil e penal.
Guincho virtual custa R$ 407,22
A tarifa fixa de autorremoção, chamada de guincho virtual, é de R$ 407,22, enquanto as três primeiras diárias do pátio virtual são gratuitas, a cobrança começa no quarto dia, no valor de R$ 40,72 por dia corrido.
O sistema evita que o veículo seja transportado e armazenado em um pátio convencional, mas não elimina multas, impostos, licenciamento atrasado ou outras pendências, todos os débitos e tarifas públicas precisam ser pagos antes da liberação definitiva.
Segundo a Pref-Ribeiraopreto, depois da regularização, o proprietário deve apresentar o CRLV-e atualizado e o protocolo de liberação emitido pela SIGA Mobilidade, além de devolver pessoalmente o rastreador na sede da RP Mobi, localizada na rua General Câmara, 2.910, na Vila Recreio.
A autorização concedida pela Senatran valeu inicialmente por 60 dias e foi direcionada aos casos previstos no artigo 230, inciso V, do Código de Trânsito Brasileiro, que trata da condução de veículo não registrado ou sem o licenciamento obrigatório, o teste serviria para medir segurança, eficiência, custos e cumprimento das regras antes de qualquer expansão do modelo.


































