Em nove meses, Porsche atinge recorde de veículos entregues em um mesmo ano no Brasil
Com a chegada da geração 992 do icônico 911 e o bom trabalho com os SUVs Macan e Cayenne, a marca alemã Porsche registrou em nove meses do ano um total de vendas de mais de 200 mil veículos em todo o planeta.
A pandemia de Covid-19 atrapalhou os planos de todas as montadoras neste ano de 2020, sendo que os números de vendas não foram os mesmos ao redor do mundo em comparação com o ano passado. Porém, o Brasil aparece como destaque no ranking, tendo um crescimento gigantesco e, por mais incrível que pareça, sem ser por conta total dos SUVs.
Pandemia atrapalhando as vendas
O Covid-19 causou uma desordem em todo o cenário econômico mundial que, embora esteja se recuperando, passou por alguns danos difíceis de serem reparados como comércios parados, indústrias fechadas, desemprego em massa e diversas falências.

No ano de 2019, a Porsche nos nove primeiros meses entregou 202.318 veículos em todo o mundo contra 191.547 deste ano, resultando em uma queda de 5% nas vendas, um número que se levado em consideração o valor agregado dos veículos da marca, mostra uma queda não tão grande assim.
Onde o impacto foi mais sentido foi justamente na Alemanha, país sede da marca. Com uma queda de 12% em relação aos primeiros nove meses do ano passado, a marca teve uma queda sentida justamente em seu principal ponto de vendas.
Brasil em destaque
Com a economia brasileira indo de mal a pior, a comprar de veículos de alto valor agregado como os Porsche deve estar indo muito mal, certo? Pois bem, em terras tupinambás a marca teve um crescimento de 60% em relação aos 9 primeiros meses do ano passado, com 2.130 unidades comercializadas apenas neste ano de 2020.

Indo na contramão do mercado automotivo, onde os SUVs vêm ganhando cada vez mais força e os carros baixos sendo preteridos, a Porsche teve 685 unidades da oitava geração do 911 (veículo mais rápido e caro da marca). Em seguida, vemos o Cayenne (SUV mais caro e renomado da marca) com 554 unidades, sendo seguido pelo também SUV Macan com 446, 261 unidades do 718 Boxter e 93 do 718 Cayman. Em último lugar ocupa o Panamera, com 100 unidades emplacadas em solo brasileiro.
Ásia com força
A Europa tinha tudo para ser o ponto de vendas principal da Porsche no mundo, mas o continente teve uma piora considerável quando comparada com o ano passado neste mesmo período: cerca de 9% a menos de vendas. Em comparação, o continente asiático foi o único continente que apresentou crescimento nas vendas, com 1%.
Levando em conta todo o dano causado pelo Covid-19, as vendas no continente europeu continuam perdendo apenas para a China. Com 55.483 unidades vendidas, a Europa ainda se mostra adepta a comprar veículos mais caros como Porsches, claro que com uma considerável queda, mas não da forma que foi imaginada. E essa salvação vem muito por conta da oitava geração do 911, que caso a Porsche não houvesse lançado o Cayenne a quase 20 anos atrás, correria o risco de não existir mais hoje.

Nos primeiros três trimestres de 2020, 10.944 clientes em todo o mundo receberam o totalmente elétrico Taycan. “A Porsche não foi poupada dos efeitos da crise do coronavírus. Mesmo assim, olhamos para o futuro com otimismo, em particular graça à nossa convincente linha de produtos e um contínuo crescimento dos novos pedidos”, relata Detlev von Platen, membro do Conselho Executivo da Porsche AG responsável por Vendas e Marketing. “O mercado chinês recuperou-se rapidamente após o lockdown, e a demanda em outros mercados também está mostrando novamente um crescimento significativo. Tudo isso contribuiu para alcançarmos este resultado.”


































