Honda WR-V híbrido pode fazer 27 km/l? A mudança que parece pequena, mas pode transformar completamente o SUV até 2028
O Honda WR-V voltou ao Brasil em novembro de 2025 como se fosse uma novidade absoluta. E, para nós, de fato era. O pequeno detalhe é que o mesmo carro já circulava em outros mercados desde 2023, o que significa que sua primeira reforma está mais próxima do que o cheiro de carro novo nas concessionárias brasileiras sugere.
Na Índia, onde responde pelo nome Elevate, o SUV deve receber uma atualização ainda em 2026. Não será uma transformação radical, porque fabricantes raramente gastam dinheiro mudando aquilo que ainda conseguem vender, mas há previsão de novos para-choques, alterações nos faróis e lanternas e rodas de liga leve redesenhadas.
“A chegada de um WR-V híbrido flex ao Brasil mudaria mais do que o consumo do próprio SUV. A Honda passaria a disputar diretamente um mercado em que eficiência já pesa tanto quanto preço, espaço e equipamentos, pressionando rivais a acelerar seus projetos eletrificados. Com 126 cv e consumo acima de 27 km/l como referência, o modelo poderia transformar a tecnologia híbrida em argumento de compra também entre SUVs compactos, hoje dominados por motores convencionais.” – Opinião do Autor
A mudança importante está debaixo do capô
A novidade realmente interessante é a possível adoção do sistema híbrido e:HEV, semelhante ao utilizado em Civic, Accord, CR-V e no City vendido na Índia.

No sedan compacto, o conjunto reúne um motor 1.5 aspirado a gasolina e dois motores elétricos. Um funciona como gerador e o outro cuida da tração, uma divisão de tarefas mais organizada do que a encontrada em muitas reuniões corporativas.
O sistema entrega 126 cv e 25,8 kgfm. Segundo a Honda, o City equipado com essa tecnologia supera os 27 km/l, resultado que torna o tanque de combustível algo consultado com menos frequência.
Mais equipamentos, porque já estava na hora
O Elevate também pode receber câmera com visão de 360 graus, teto-solar panorâmico e ajustes elétricos para os bancos dianteiros. São equipamentos já encontrados nas versões mais caras vendidas na Índia, onde o modelo possui seis configurações.

No Brasil, a escolha é mais simples: EX ou EXL. Há uma diferença de R$ 5 mil entre elas, justificada por itens como rack de teto e bancos revestidos de couro. Não é exatamente uma revolução industrial.
O híbrido brasileiro ainda exige paciência
A atualização não deve chegar rapidamente ao país porque o WR-V brasileiro ainda nem completou seu primeiro aniversário. A expectativa é de que o facelift apareça por aqui apenas em 2028, revelou o Mobiauto.
O sistema híbrido também deve ficar para essa fase, com tecnologia flex adaptada ao mercado nacional. Até lá, o Elevate indiano será uma espécie de ensaio aberto do futuro WR-V brasileiro, mostrando se a Honda realmente entregará um SUV econômico e mais equipado ou apenas novos para-choques acompanhados de uma longa apresentação em PowerPoint.

































