Como é o câmbio e transmissão do Caoa Chery Tiggo 7 Sport 2026

Publicado por em Chery dia | Página 3/9
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O Tiggo 7 Sport 1.5 2026 adota câmbio automático do tipo CVT, com simulação de 9 marchas e acoplamento por conversor de torque, sempre associado à tração dianteira. É uma escolha coerente com a proposta do carro, que não busca esportividade, mas sim conforto, progressividade e facilidade no uso diário.

No trânsito urbano, o funcionamento é típico de um CVT bem calibrado. As saídas são suaves, sem trancos, e o carro ganha velocidade de forma contínua, mantendo o motor em rotações mais baixas sempre que possível. Isso favorece o conforto acústico e evita aquela sensação de “esticar marcha” comum em câmbios automáticos convencionais mal escalonados.

A simulação de nove relações ajuda a reduzir o efeito elástico característico desse tipo de transmissão. Em acelerações mais fortes, a central eletrônica cria trocas perceptíveis, o que deixa a condução mais natural para quem vem de um automático tradicional. Não é um comportamento esportivo, mas passa a sensação de controle e evita o giro alto constante do motor em retomadas.

Transmissão
Tração Dianteira
Câmbio CVT de 9 marchas
Código do câmbio CVT25
Acoplamento Conversor de torque

Em rodovia, a calibração prioriza rotações baixas em velocidade de cruzeiro. A 120 km/h, o motor trabalha em regime tranquilo, o que contribui para menor ruído e menor consumo. Em ultrapassagens, o câmbio reduz rapidamente a relação simulada, mantendo o motor dentro da faixa de maior torque, que começa cedo, a partir de 1.750 rpm.

A tração dianteira segue o padrão do segmento e está bem dimensionada para os 21,4 kgfm do motor 1.5 turbo. Não há tendência acentuada de perda de aderência em arrancadas normais, e o controle de tração atua de forma discreta quando o piso está escorregadio, sem cortes bruscos de potência.

Em uso carregado, com cinco ocupantes e bagagem, o conjunto mantém comportamento previsível. O CVT compensa o peso com variações rápidas de relação, evitando que o carro “morra” em subidas ou retomadas. A resposta não é imediata como em um câmbio de dupla embreagem, mas é progressiva e linear, característica que agrada quem prioriza conforto.

No modo de condução mais agressivo, com acelerador em fundo, o sistema mantém o motor em giro alto por mais tempo, explorando a potência máxima. Ainda assim, o foco permanece em suavidade, não em sensação esportiva. O Tiggo 7 Sport não convida a uma tocada mais dura, e a transmissão reforça esse perfil mais familiar e relaxado.

Outro ponto positivo é o isolamento de vibrações. O conversor de torque filtra bem as irregularidades de funcionamento em baixa velocidade, como manobras e arranca e para, algo que melhora a sensação de refinamento no uso urbano. Em manobras de estacionamento, a dosagem de torque é fácil e previsível, sem trancos.

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Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.