Tiggo 7 2026 Sport: ausência de ADAS, consumo urbano alto e pós-venda ainda geram críticas

Publicado por em Chery dia | Página 8/9
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SUV médio da CAOA Chery entrega muito por preço, mas ainda deixa lacunas em tecnologia de segurança e refinamento

Apesar do bom pacote de espaço, conforto e equipamentos, o Tiggo 7 Sport 2026 não é isento de pontos fracos, e alguns deles aparecem com frequência tanto em avaliações técnicas quanto em relatos de proprietários.

O principal deles é a ausência de sistemas avançados de assistência à condução. Nesta versão, não há frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal ou assistente ativo de permanência em faixa. Em um segmento onde Compass, Corolla Cross e até alguns SUVs compactos já oferecem parte desses recursos, a falta de ADAS pesa, especialmente para quem prioriza segurança ativa.

Outro ponto que costuma gerar comentários é o consumo urbano. Com quase 1.470 kg, pneus largos e carroceria alta, o motor 1.5 turbo trabalha bastante no anda e para. Os 6,4 km/l com etanol na cidade colocam o modelo longe de ser econômico no uso diário pesado, principalmente para quem roda muito em congestionamentos.

O câmbio CVT, embora confortável, também divide opiniões. Há quem goste da suavidade, mas alguns motoristas reclamam da resposta mais lenta em acelerações fortes e da sensação de “borracha” típica desse tipo de transmissão. Além disso, existem registros de proprietários apontando ruídos, trancos ou falhas pontuais, o que acaba gerando desconfiança, mesmo que não seja algo generalizado.

No acabamento, apesar de bom para a faixa de preço, ainda há uso extenso de plásticos rígidos no painel e nas portas, o que fica evidente para quem vem de modelos com materiais mais macios. Não compromete a durabilidade, mas reduz a sensação de sofisticação ao toque.

O pós-venda da CAOA Chery também aparece como ponto sensível em relatos no Reclame Aqui e fóruns. As queixas mais comuns envolvem demora no fornecimento de peças, tempo de diagnóstico em concessionárias e prazos longos para solução de problemas, principalmente relacionados a eletrônica e transmissão.

Por fim, a imagem de marca ainda pesa para parte do público. Mesmo com avanço claro em qualidade e garantia de 5 anos, muitos consumidores ainda têm receio na hora da revenda e da desvalorização frente a marcas mais tradicionais do segmento.

Em resumo, o Tiggo 7 Sport 2026 entrega muito pelo preço, mas cobra seu custo em alguns pontos, falta de assistências de condução, consumo urbano apenas mediano, câmbio que não agrada a todos e um pós-venda que ainda precisa ganhar mais consistência para competir de igual para igual com os líderes do mercado.

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Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.