Demanda por gasolina deve cair na China com avanço dos carros elétricos

Publicado por em Notícias dia

Nos últimos anos, a China consolidou sua posição como líder mundial na produção de veículos elétricos, um movimento respaldado por políticas públicas voltadas para a sustentabilidade. Subsídios implementados há mais de uma década permitiram que as montadoras reduzissem custos e aumentassem a escala de produção. Apenas em 2024, mais de 10 milhões de novos veículos elétricos foram fabricados no país.

Pontos Principais:

  • Demanda por gasolina na China deve cair entre 4% e 5% ao ano até 2030.
  • Veículos elétricos já representam 10% da frota automotiva chinesa.
  • Projeções indicam crescimento dessa participação para 20% até 2027 e quase 100% até 2040.
  • O mercado global de petróleo será diretamente afetado por essas mudanças.

O setor de transporte, responsável por cerca de 25% da demanda de petróleo na China, está no centro dessa transformação. A Agência Internacional de Energia (IEA) prevê que o consumo de gasolina no país atinja seu pico em 2024 e comece a declinar a partir de 2025. Caminhões movidos a eletricidade e gás natural liquefeito (GNL) também contribuem para a redução no consumo de diesel, que já atingiu seu ponto máximo em 2019 e vem caindo desde então.

A China lidera a transição para veículos elétricos, impulsionada por políticas de subsídios. Essa transformação pode reduzir o consumo de gasolina no país em até 5% ao ano até 2030.
A China lidera a transição para veículos elétricos, impulsionada por políticas de subsídios. Essa transformação pode reduzir o consumo de gasolina no país em até 5% ao ano até 2030.

Atualmente, veículos elétricos e híbridos plug-in representam 10% da frota automotiva chinesa. Esse número deve dobrar até 2027, com projeções indicando que quase 100% da frota será eletrificada por volta de 2040. A popularização desses veículos sinaliza um esforço coordenado do governo para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Essas mudanças têm implicações globais. A China responde por aproximadamente 20% da demanda mundial de petróleo, o que significa que qualquer alteração significativa em seu consumo pode impactar os preços e a oferta no mercado global. Nos Estados Unidos, o consumo de gasolina caiu 12% desde 2004, enquanto na Europa a redução foi de apenas 6% desde 2007, destacando o ritmo acelerado de mudança no mercado chinês.

Essa transição é uma resposta às pressões por sustentabilidade e ao avanço tecnológico. Embora desafios ainda existam, como a infraestrutura de recarga e o custo das baterias, a trajetória parece clara: a China está moldando o futuro do transporte e, por consequência, do mercado energético mundial.

Fonte: IAE, ArgusMedia e iG.

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Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.

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